São Paulo – O ministro da Indústria do Sudão, Awad Al-Jaz, fará uma visita ao Brasil na próxima semana, acompanhado de uma delegação de representantes do governo e do setor privado, com o objetivo principal de discutir parcerias no setor sucroalcooleiro. As informações são do embaixador sudanês em Brasília, Abd Elkarim.
De acordo com o diplomata, o ministro vai apresentar sete projetos na área a serem implementados no país africano. Os sudaneses querem a participação de empresas brasileiras nos empreendimentos. “O Sudão tem um grande consumo de açúcar”, disse Elkarim. “[Os projetos são] para produzir 2 milhões de toneladas [anuais] para consumo local”, acrescentou.
O embaixador destacou que as empresas brasileiras têm grande experiência na área e produzem máquinas e equipamentos “excelentes”, daí o interesse em arrumar parceiros no Brasil, seja como fornecedores, construtores ou investidores.
Um desses projetos é o da White Nile Sugar Company, que promove licitação para compra de várias máquinas agrícolas. Empresas brasileiras já têm experiência com negócios no Sudão. Recentemente, por exemplo, a indústria Dedini, do interior de São Paulo, forneceu as máquinas e equipamentos para uma usina de etanol do grupo sudanês Kenana.
Brasileiros estão atuando em outros segmentos agrícolas do país africano, como a plantação de algodão. A disponibilidade de terras e incentivos à área agrícola são utilizados pelo Sudão para atrair investidores.
El Jaz vai à Brasília para encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, mas deve passar boa parte do seu tempo em São Paulo se reunindo com empresas do ramo sucroalcooleiro.
Segundo Elkarim, a busca por parcerias no Brasil se insere no âmbito do diálogo da América do Sul com os países árabes e africanos, incentivado pelo governo brasileiro. “Há um forte engajamento do presidente Lula na troca de experiências com a África e os países árabes”, declarou o diplomata.
A atração de negócios na agricultura tem por objetivo garantir segurança alimentar ao Sudão, segundo o embaixador. De acordo com ele, o país investiu na indústria do petróleo e agora quer promover a produção agrícola.

