Alexandre Rocha, enviado especial
Cairo – A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) decidiu sair em busca de compradores para os produtos locais e investimentos nos países árabes. Ontem (27) o superintendente-adjunto para a área de projetos, Oldemar Lanck, deu uma palestra sobre a cidade industrial amazônica na sede da Associação dos Empresários Egípcios (EBA), no Cairo.
Antes ele esteve em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. De acordo com ele, é a primeira vez que a Suframa faz este tipo de trabalho na região e, para tanto, mandou confeccionar todo o material promocional em árabe.
Em Dubai, Lanck visitou a zona franca e o porto de Jebel Ali e conversou com a direção do local sobre a possibilidade de uma parceria. "Eles são muito fortes na área de portos", disse. De acordo com Lanck, os especialistas de Jebel Ali podem dar assistência técnica em logística, já que, segundo ele, a Zona Franca de Manaus precisa de investimentos nessa área.
O executivo da Suframa disse também que empresários dos Emirados manifestaram interesse em comprar produtos de Manaus, como medicamentos fitoterápicos, feitos com matéria-prima amazônica; complementos alimentares energéticos, como guaraná e açaí; xarope para fabricação de refrigerantes, especialmente guaraná; material de construção e roupas esportivas.
No Cairo, Lanck falou sobre a Feira Internacional da Amazônia, que ocorre a cada dois anos (a próxima será em 2006), e sobre a zona franca. De acordo com ele, o pólo industrial movimentou US$ 14 bilhões no ano passado. As exportações somaram US$ 1,1 bilhão e as importações US$ 3,9 bilhões. A maioria dos produtos fabricados em Manaus é vendida no mercado brasileiro.
Ele lembrou, porém, que a zona franca só importava no passado. Agora, além de exportar, investe no desenvolvimento de produtos a partir da biodiversidade amazônica.

