Da Agência CNI
Cuiabá – O superávit da balança comercial de Mato Grosso cresceu 7% de janeiro a agosto em relação a igual período do ano passado e somou US$ 2,7 bilhões. Nos oito meses, as exportações do estado aumentaram 5% e atingiram US$ 2,95 bilhões. "Os dados confirmam a redução do ritmo das exportações", informa o técnico do centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Emerson Moura.
Em agosto, as exportações mensais retomaram a média do ano passado, totalizando US$ 470,30 milhões, valor 5% superior aos US$ 447,5 milhões do mesmo mês do ano passado. Conforme o consultor econômico da Fiemt, Carlos Vitor Timo, as perdas provocadas pela desvalorização do dólar frente ao real são significativas. O valor das exportações do estado em agosto deste ano equivale a R$ 6,34 bilhões. No ano passado, quando as vendas em dólares foram inferiores às de 2006, os exportadores tiverem uma receita equivalente a R$ 6,64 bilhões. O prejuízo com o câmbio foi de R$ 300 milhões.
Mato Grosso manteve a 10º posição no ranking dos estados exportadores. A região Centro-Oeste representa 5,81% do total exportado pelo Brasil. Na região, Mato Grosso representa 57%, seguido por Goiás com 29%, Mato Grosso do Sul com 12% e Distrito federal com 0,89%.
De janeiro a agosto, as importações do estado somaram US$ 247,82 milhões, 15% a menos do que em igual período de 2005. "Se, de um lado isso contribui para o aumento do superávit, por outro, é também um indicador da crise do agronegócio. Os insumos agropecuários são os itens mais importante das importações estaduais e registrou queda de 18% no período", explica o presidente da Fiemt, Nereu Pasini.
Além dos insumos agropecuários, o gás natural boliviano, registrou queda de 23% em relação a 2005, em função de questões políticas e técnicas com o abastecimento da Usina Termoelétrica de Cuiabá, comprometendo a oferta energética do estado.

