São Paulo – No acumulado de janeiro a outubro, as exportações brasileiras somaram US$ 153,088 bilhões, um recuo de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado pela média diária. As importações totalizaram 114,561 bilhões, uma queda de 23,1% na mesma comparação. Isto resultou num superávit de US$ 38,527 bilhões, um aumento de 215% sobre os dez primeiros meses de 2015. O saldo é recorde para o período.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (01) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Segundo informações da Agência Brasil, o governo prevê um superávit comercial de US$ 45 bilhões a US$ 50 bilhões este ano.
Caíram as vendas de produtos básicos (-10%) e de manufaturados (-1,6%). Cresceram, porém, os embarques de semimanufaturados (3,5%).
No primeiro grupo, recuaram as exportações de petróleo bruto, café, minério de ferro, fumo, minério de cobre, farelo de soja, soja em grão, carne bovina e carne de frango. Aumentaram, no entanto, as remessas de carne suína, milho e algodão.
Na segunda categoria, diminuíram as vendas de autopeças, laminados planos, motores para veículos e partes, motores e geradores elétricos, óxidos e hidróxidos de alumínio e bombas e compressores. Avançaram, entretanto, as exportações de plataforma para produção de petróleo, automóveis, veículos de carga, etanol, tubos flexíveis de ferro e aço, aviões, açúcar refinado, suco de laranja, pneumáticos, máquinas para terraplanagem e polímeros plásticos.
Entre os semimanufaturados, cresceram os embarques de açúcar bruto, ouro em forma semimanufaturada e madeira serrada.
Sobre as regiões de destino, cresceram apenas as vendas para a Oceania (14,7%) e Oriente Médio (0,8%). No último caso, o desempenho foi impulsionado pelo açúcar, soja, milho, automóveis, tubos de ferro fundido, chassis com motor, aviões, cobre em barras, carne bovina e pedras preciosas e semipreciosas.
Na seara das importações, recuaram as compras de combustíveis e lubrificantes (-44,7%), bens de consumo (-23,5%), bens de capital (-21,9%) e bens intermediários (18,7%). Diminuíram as importações de todas as regiões de origem.
Mês
O Brasil exportou o equivalente a US$ 13,721 bilhões em outubro isoladamente, um recuo de 10,2% em relação ao mesmo mês do ano passado pela média diária. As importações somaram US$ 11,375 bilhões, uma queda de 15% na mesma comparação. Com isso, o saldo comercial ficou positivo em US$ 2,346 bilhões, um aumento de 17,5% sobre outubro e 2015. É o maior superávit registrado em outubro desde 2011.
Diminuíram as exportações de produtos básicos (-18,6%), manufaturados (-4%) e semimanufaturados (-0,4%).
Entre as regiões de destino, as exportações só cresceram para a Oceania (48,9%). Para o Oriente Médio, os embarques ficaram estáveis. Houve um pequeno avanço de 0,01%, impulsionado por automóveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, minério de ferro, motores e geradores elétricos, chassis com motor, cobre em barras, pedras preciosas e semipreciosas e açúcar bruto.
Na seara das importações, decresceram as compras de combustíveis e lubrificantes (-52,8%), bens de capital (-19,9%), bens de consumo (-13,3%) e bens intermediários (-4,1%). Caíram as importações de todas as regiões de origem.


