Da Agência Brasil
Brasília – O superávit primário do setor público – contas da União, estados, municípios e estatais – acumula até agosto R$ 49,3 bilhões, o correspondente a 4,91% do Produto Interno Bruto (PIB), informou há pouco o Banco Central. Com esse resultado, ficam faltando R$ 4,907 bilhões para o governo atingir a meta de R$ 54,2 bilhões acertada até setembro no acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
No mesmo período do ano passado, o superávit primário (receitas menos despesas, antes do pagamento de juros) estava em R$ 37,4 bilhões (4,41% do PIB).
Conforme nota distribuída pelo BC, em agosto o superávit chegou a R$ 5 bilhões. O Governo Central (que engloba as contas do BC, do Tesouro Nacional da Previdência) registrou saldo de R$ 2,6 bilhões; os governos regionais foram responsáveis por superávit de R$ 1,1 bilhão; e as empresas estatais, por R$ 1,3 bilhão.
No acumulado do ano, o Governo Central responde por R$ 35,3 bilhões (3,51% do PIB), enquanto estados e municípios somam R$ 10,1 bilhões (1,01% do PIB) e as empresas estatais registram R$ 3,9 bilhões (0,39% do PIB).
A melhora no desempenho fiscal, segundo o BC, deveu-se sobretudo à performance do Governo Central, cujo superávit cresceu 0,64% do PIB em relação ao mesmo período de 2002.
Dívida aumenta
A dívida líquida pública, porém, cresceu. Alcançou R$ 891,3 bilhões no mês de agosto, o que corresponde a 57,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O comportamento das contas públicas compromete mais ainda a relação dívida/PIB, que em julho era de 57,2% (R$ 877,2 bilhões).
A evolução da dívida líquida pública decorre do aumento de 3,44% nas necessidades de financiamento, da variação na paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa e do reconhecimento de dívidas.

