Isaura Daniel
São Paulo – O Brasil é um dos importadores da famosa indústria de tapetes do mundo árabe. No primeiro semestre deste ano, os brasileiros gastaram US$ 407,9 mil com tapetes fabricados nos países árabes do Norte da África e Oriente Médio. O valor representa um aumento de 37% sobre as compras feitas nos primeiros seis meses do ano passado, que ficaram em US$ 297,7 mil. O maior fornecedor do produto para o Brasil, na região, é o Egito.
"O Egito e os Emirados são tradicionais fabricantes de tapetes", diz o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby. Do total importado em tapetes pelo Brasil da indústria árabe entre janeiro e junho, o Egito respondeu por 98,8%. Os demais países árabes que forneceram o produto para os brasileiros no período foram Marrocos e Líbano. Os Emirados também já exportaram tapetes para o Brasil.
De acordo Alaby, o Brasil também costuma importar tapetes de outros países, como Bélgica, Irã e China. O Irã, aliás, é um dos mais importantes fabricantes de tapetes no Oriente Médio. A indústria de tapetes nos Emirados, segundo Alaby, é levada adiante por iranianos. A China fornece tapetes sintéticos para o Brasil. Já árabes e iranianos normalmente vendem produtos em lã e algodão. O Egito é produtor de algodão.
Nas residências de famílias árabes e descendentes, aliás, o tapete é um elemento importante da decoração. "Os tapetes são muito usados em casas de árabes. Muitas têm tapetes de 12 a 15 metros de comprimento", explica o secretário-geral da Câmara Árabe. Os tapetes usados pelos árabes normalmente são suntuosos e trazem figuras relacionadas à cultura da região. Os árabes de religião muçulmana costumam usar os tapetes, inclusive, para as orações que fazem prostrados.
Os tapetes representaram 4,4% do total exportado pelo Egito para o Brasil entre janeiro e junho deste ano. O país árabe, que fica no Norte da África, faturou US$ 9,1 milhões com exportações para o Brasil no período. O valor significa aumento de 3,6% sobre os mesmos meses de 2005. O algodão e seus derivados, como os fios de algodão, foram os produtos mais vendidos pelos egípcios para o Brasil no primeiro semestre deste ano.

