Rio de Janeiro – As condições adequadas de processamento e refrigeração podem elevar a vida útil de alguns frutos como o morango, na etapa de comercialização de três dias para até oito dias. A constatação é de pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos, entidade de pesquisas vinculada ao Ministério da Agricultura.
Eles desenvolveram um processo que reduz a quase zero a incidência de "podridões" no fruto, que permite oferecer ao consumidor um produto que não necessita sofrer qualquer outra operação, inclusive de lavagem.
“Quer dizer, a fruta chega pronta para consumir. Tanto que o consumidor, na rua mesmo, pode comprar uma porção e consumir direto na embalagem. Na essência, é um produto que requer frio e embalagem adequada. Então, há duas condições básicas para o morango: ele deve ser refrigerado e embalado. Não pode ser (vendido) a granel”, explica o pesquisador Sérgio Cenci.
Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador Sérgio Cenci disse que o processamento de alimentos, que torna os produtos prontos para o consumo, não é uma coisa nova em países desenvolvidos como os Estados Unidos. “Só que lá fora eles têm uma matéria-prima de boa qualidade que tanto ‘in natura’ (ao natural), como processada, tem uma vida útil maior do que o produto brasileiro”.
Segundo o pesquisador, no Brasil a tecnologia apresenta mais vantagens em comparação com a realidade internacional, “pelo fato de que o nosso produto ‘in natura’ tem uma vida útil muito pequena devido às condições de cultivo, à tecnologia utilizada e às condições de precariedade das estradas”. Como o morango é um produto sensível, sofre danos ao ser transportado.

