São Paulo – O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, fará uma visita oficial ao Líbano entre os dias 18 e 23 deste mês. Ele vai acompanhado de uma delegação de 39 empresários, segundo informações do Itamaraty. Temer é descendente de libaneses.
De acordo com sua assessoria de imprensa, o vice-presidente terá encontros com o presidente do país árabe, Michel Sleiman, com o primeiro-ministro Najib Mikati e com o presidente do Parlamento Nabih Berri.
Temer vai participar também de uma cerimônia na fragata União, da Marinha brasileira, enviada ao Líbano com 300 tripulantes para integrar a esquadra da Unifil, a força de paz da ONU no país.
A agenda inclui ainda visita ao Centro Cultural Brasil-Líbano, criado este ano em Beirute e, segundo o Itamaraty, a primeira instituição do gênero aberta pelo Brasil no Oriente Médio e no governo da presidente Dilma Rousseff; visita a Betabura, terra natal dos pais de Temer; encontro com empresários; reunião com brasileiros que moram no país árabe e participação de cerimônia em comemoração à independência do Líbano, no dia 22.
O Brasil é o país que concentra a maior comunidade de imigrantes libaneses e descendentes. O Líbano foi uma das primeiras nações árabes visitadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, no início de um processo de aproximação do Brasil com Oriente Médio que se estendeu por todo o seu governo, encerrado em 2010.
Na seara comercial, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações do Brasil ao Líbano renderam US$ 252 milhões de janeiro a outubro, um aumento de 25% sobre o mesmo período do ano passado. As principais mercadorias embarcadas foram carnes, bois vivos, café, açúcar e castanha de caju.
Na outra mão, as importações brasileiras de produtos libaneses somaram US$ 1,6 milhão, um crescimento de 16,5% na mesma comparação. Os principais itens da pauta foram alimentos em conserva, produtos de plástico, vinhos, máquinas e preparações alimentícias.

