Da Agência Brasil
São Paulo – O anúncio de que o mercado de embalagens deve aumentar sua produção em 2,5% em 2004 é consistente com a meta de crescimento do PIB em 3,5% este ano. Esse setor é considerado um importante termômetro do desenvolvimento da economia, por acompanhar de perto a reação de setores como cosméticos, limpeza e higiene.
Seu crescimento foi estimado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) em balanço divulgado, ontem, pela Associação Brasileira de Embalagens (ABRE).
Mesmo com a queda de 6,6% no volume de produção do ano passado, a ABRE acredita que em 2004 o faturamento do setor deve crescer 10%, atingindo R$ 26 bilhões.
Para a diretora-executiva da ABRE, Luciana Pellegrine, mesmo com um crescimento inferior à expectativa de crescimento do PIB, um aumento de 2,5% é significativo, porque "ao contrário dos bens duráveis, responsáveis em grande parte pelo aumento do PIB, a compra de bens não-duráveis (ligados às embalagens) não está atrelada ao crédito e depende somente do poder aquisitivo do cidadão, que vem caindo a cada ano".
Os setores que mais de destacaram no balanço foram vidro e madeira, com crescimentos respectivos de 3,97% e 12,26%. Esses resultados foram atribuídos principalmente ao bom desempenho das exportações. O aumento das vendas externas representa assim uma das principais frentes de trabalho da ABRA para esse ano.
Pellegrine ressaltou que a entidade deve intensificar o acesso de empresas nacionais ao mercado externo, especialmente "para compensar o desaquecimento do mercado interno e garantir o crescimento sustentado no setor".

