São Paulo – Muita gente com roupas verdes e amarelas em casas e bares. Muita corneta tocando. Carreatas pelas ruas. Essa foi novamente a cara de Beirute, capital do Líbano, nesta sexta-feira (25), durante o terceiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. "Um brasileiro que chegou aqui pela primeira vez, ao ver as carreatas e passeatas nas ruas, chorou de emoção, pois nunca tinha visto tanta alegria e bandeira brasileira fora do Brasil", conta o pesquisador e escritor brasileiro que vive no Líbano, Roberto Khatlab.
O brasileiro que se emocionou foi o professor da Fundacao Getúlio Vargas de São Paulo, Luiz Carlos Merege, que chegou ao país para conhecer suas origens, juntamente com a esposa Marcia Moussalem, e foi surpreendido pela festa e os fogos de artifício. O empate sem gols na disputa com Portugal não desanimou os libaneses, que devem continuar torcendo pela seleção canarinho na próxima segunda-feira (28), nas oitavas-de-finais.
A Universidade Saint-Esprit de Kaslik (Usek), que abriga o Centro de Estudos e Culturas da América Latina, oferece um espaço com telões, no estacionamento dos estudantes, para o público ver os jogos. As partidas do Brasil são as mais procuradas, afirma Khatlab. "Cada jogo reúne em torno de 700 pessoas, jovens, crianças, idosos, todos com a bandeira do Brasil em mãos e camiseta brasileira” conta o pesquisador, que tem ascendência libanesa.
O torcedores são tanto os brasileiros que vivem no país árabe quanto os libaneses. E os gritos da torcida, portanto, são em árabe e português. No jogo contra Portugal, participou da torcida, na Universidade Saint-Esprit de Kaslik, por exemplo, o cônsul adjunto do Brasil em Beirute, Luiz Eduardo Pedroso, com família. Também o diretor da Biblioteca Central da Usek, Joseph Moukarzel. “Libanês de coração brasileiro”, descreve Khatlab.

