São Paulo – A Tunísia quer atrair empresas brasileiras a se instalarem em seu território. Para isso, o país oferece incentivos fiscais e uma localização privilegiada. É o que afirma Khalil Labidi, diretor geral da Agência de Promoção de Investimentos Estrangeiros (Fipa) do país árabe, que esteve nesta quarta-feira (07) na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo.
“A Tunísia oferece muitos incentivos de infraestrutura, fiscais e sociais para receber investimentos. Temos boas taxas, de 25% [anualmente] sobre a receita líquida. Para as empresas que exportam pelo menos 70% da produção, que são consideradas empresas exportadoras, as taxas são de apenas 10%”, explicou Labidi.
Além de oportunidades em setores que têm grandes companhias, como mineração e aviação, Labidi aponta que seu país oferece possibilidades em outras áreas. “O campo mais interessante é o de autopeças. Somos o segundo maior exportador de componentes de automóveis na África para a Europa. Somos muito competitivos nesta área e temos uma boa infraestrutura neste setor”, destacou o executivo.
“Outro setor é o de offshoring (serviços terceirizados feitos em outros países), serviços que empresas do Brasil podem realizar na Tunísia. Temos também a indústria agroalimentar e a de turismo”, acrescentou.
Labidi ressaltou ainda as facilidades de localização, infraestrutura e formação que seu país oferece. “Temos zonas industriais e aeroportos perto de zonas turísticas. Além disso, se as empresas precisarem de profissionais com habilidades específicas, o Estado pode oferecer esta formação sem custos”, disse.
“A localização da Tunísia é muito interessante, entre a África e a Europa e os países árabes. Estamos a duas horas de avião da maioria dos países europeus e temos conexões terrestres com a Líbia, Argélia, Egito. Tudo isso pode ser muito útil para os brasileiros”, apontou.
Labidi afirmou que espera receber empresários do Brasil no Fórum Internacional de Investimentos que ocorrerá em junho, na Tunísia, e revelou planos de instalar um escritório da Fipa no Brasil. “Ainda não sabemos quando, mas vamos planejar”, afirmou.
Segundo o executivo, a indústria é o setor que mais conta com empresas estrangeiras na Tunísia, com cerca de 50%, seguido do setor de serviços (40%) e turismo (7%).
No ano passado, a Tunísia recebeu US$ 1,25 bilhão em investimentos estrangeiros diretos. Este ano, de acordo com Labidi, espera-se ultrapassar US$ 1,56 bilhão.
Durante sua visita à Câmara Árabe, Labidi foi recebido por Michel Alaby, diretor-geral da entidade, e Rubens Hannun, vice-presidente de Comércio Exterior da instituição e cônsul honorário da Tunísia em São Paulo.


