São Paulo – O déficit comercial da Tunísia somou 11,628 bilhões de dinares tunisianos (US$ 5 bilhões) de janeiro a novembro, um aumento de 3,54% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informações publicadas nesta sexta-feira (09) pela agência de notícias Tunis Afrique Presse (TAP). Os dados são do Instituto Nacional de Estatísticas do país (INS, na sigla em francês).
De acordo com a TAP, a taxa de cobertura das importações pelas exportações está em 69,4%, pouco maior do que a registrada no período de janeiro a novembro de 2015, que foi de 69,2%.
O déficit é resultado principalmente do desempenho da balança do setor de energia, que envolve os produtos da indústria petrolífera, e das transações na área de alimentos. No primeiro caso, o resultado negativo respondeu por 22,9% do saldo total, mas foi menor do que o registrado de janeiro a novembro do ano passado.
No caso dos alimentos, a balança teve déficit de 947,5 milhões de dinares (US$ 409 milhões) nos 11 primeiros meses de 2016, contra um superávit de 4,4 milhões de dinares (US$ 1,9 milhão) no mesmo período do ano passado. Isto ocorreu em razão de uma forte queda nas exportações de azeite de oliva.
As importações de forma geral avançaram 4,2% para pouco mais de 38 bilhões de dinares (US$ 16,42 bilhões). Houve aumento nas compras de matérias-primas, semimanufaturados, bens de capital e bens de consumo não essenciais.
As exportações, por sua vez, cresceram um pouco mais, 4,5% para 26,4 bilhões de dinares (US$ 11,4 bilhões). Ocorreu aumento dos embarques de fosfatos e derivados, e de produtos das indústrias mecânica e elétrica, e têxtil e de confecções.
O déficit mais significativo foi registrado no comércio com a China, seguida da Turquia e da Rússia. O maior superávit foi observado na balança com a França, seguida da Líbia. Nos negócios com a União Europeia como um todo, as exportações cresceram 2,5% e as importações caíram 0,9%.
Brasil
Para o Brasil, as exportações da Tunísia somaram US$ 45,6 milhões de janeiro a novembro, um recuo de 19% em relação ao mesmo período de 2015. Os principais produtos embarcados foram fertilizantes, material elétrico, produtos químicos inorgânicos, tecidos e itens de vestuário, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
Já as exportações brasileiras totalizaram US$ 167,66 milhões, uma queda de 41,8% na mesma comparação. Os principais itens comercializados foram açúcar, soja, café, óleo de milho e fumo.


