Agence Tunis Afrique Presse*
Túnis – O saldo da balança comercial no setor de alimentos da Tunísia alcançou 258 milhões de dinares tunisianos (US$ 197 milhões) nos primeiros 11 meses de 2006, contra 93,5 milhões de dinares (US$ 71,4 milhões) no mesmo período de 2005, segundo nota publicada esta semana pelo Departamento Geral de Estudos e Desenvolvimento, órgão ligado ao Ministério de Agricultura do país.
Segundo o departamento, o superávit é resultado de exportações de alimentos no valor de 1,435 bilhão de dinares (US$ 1,1 bilhão) e importações de 1,177 bilhão de dinares (US$ 900 milhões). A principal mercadoria exportada no período foi o azeite de oliva, com embarques de US$ 541 milhões. As vendas de produtos da pesca também cresceram, alcançando US$ 141 milhões, contra US$ 125 milhões no mesmo período de 2005.
As exportações de frutas e hortaliças enlatadas também apresentaram bom crescimento até novembro deste ano, alcançando US$ 36,4 milhões, ante US$ 20 milhões nos primeiros onze meses de 2005. O principal produto nesta categoria foi o tomate enlatado. As exportações desta mercadoria alcançaram US$ 28,4 milhões, principalmente para os mercados da Líbia e Argélia.
As exportações de vegetais frescos alcançaram US$ 15,4 milhões no período, contra US$ 9,2 milhões entre janeiro e novembro de 2005. Nesta categoria, os itens mais comercializados foram tomates e batatas frescas.
As frutas cítricas também tiveram importante participação na pauta, com US$ 12,3 milhões, contra US$ 11,6 milhões nos primeiros 11 meses do ano passado. Este crescimento foi impulsionado pelo aumento do valor do produto no mercado externo.
As exportações de produtos alimentícios nos primeiros onze meses de 2006 representaram 10,3% da pauta de exportações do país, contra apenas 8,7% no mesmo período de 2005.
Importações
As importações de produtos alimentícios, que somaram US$ 900 milhões nos primeiros 11 meses de 2006, ou 21% a mais do que no mesmo período do ano passado, foram influenciadas principalmente pelo aumento dos preços dos produtos importados, entre eles o trigo. Nos primeiros 11 meses de 2006, o setor de alimentos representou 6,5% das importações do país, contra 6,3% em igual período de 2005.
*Tradução de Mark Ament

