São Paulo – O time de handebol feminino da Tunísia disputa, a partir desta sexta-feira (2), o Campeonato Mundial da categoria na capital paulista. As tunisianas não são favoritas na competição, mas formam um bom time, segundo o técnico da seleção brasileira, Morten Soubak. A equipe brasileira faz parte do grupo C, mesmo que a tunisiana, e as duas se enfrentam em 9 de dezembro, último dia da primeira fase. “É um time bom, que tem um bom físico, vai dificultar, sem dúvida nenhuma”, afirmou Soubak à ANBA sobre as tunisianas.
O Mundial será disputado por 24 países. Além de Brasil e Tunísia, jogam Romênia, Japão, Cuba e França no grupo C, com partidas no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Noruega, Montenegro, Angola, Alemanha, China e Islândia fazem parte do grupo A e jogam em Santos, enquanto Rússia, Cazaquistão, Holanda, Coreia do Sul, Espanha e Austrália são do grupo B e se enfrentam em Barueri. O último grupo, cujos jogos acontecem em São Bernardo do Campo, é integrado por Dinamarca, Suécia, Argentina, Uruguai, Croácia e Costa do Marfim. A partir das quartas de final todas as partidas ocorrem na capital paulista.
O time brasileiro nunca foi campeão mundial. O título normalmente fica nas mãos de países da Europa. “É um esporte dominado pelos europeus, tanto no masculino quanto feminino, mas mais ainda no feminino”, afirma Soubak, complementando que o handebol é mais desenvolvido no continente europeu. Com isso, equipes das Américas, Ásia e África acabam ficando longe da taça. No último Mundial, que ocorreu em 2009, a campeã foi a Rússia.
Nestes últimos dias, o time brasileiro fez vários amistosos em cidades paulistas. Ele jogou com Montenegro, Espanha e Holanda e venceu as três partidas. A equipe brasileira foi classificada para a disputa em função de ser o país sede. No último Mundial, ficou em 15º lugar. No Campeonato Pan-Americano, no entanto, a equipe brasileira já levou vários Ouros, inclusive na disputa deste ano.
Soubak afirma que nunca enfrentou, como técnico, a equipe da Tunísia. O time tunisiano se classificou para o Mundial deste ano em função da medalha de prata obtida no Campeonato Africano. No último Mundial, as tunisianas ficaram em 14º lugar, uma posição acima do Brasil. Na competição africana, no entanto, elas costumam ter destaque.

