Marina Sarruf
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São Paulo – Uma das maneiras que a empresa WS Marketing Consultancy, com sede no Bahrein, encontrou para ajudar empresas brasileiras a inserirem seus produtos no mercado do Golfo Arábico é a abertura de um showroom no país árabe. "Essa seria apenas uma estratégia para ajudar as empresas brasileiras a terem um ponto de exposição dos seus produtos na região", afirmou um dos diretores da consultoria, Walter Carvalho Neto, que é brasileiro e mora há mais de 15 anos no Bahrein.
Segundo ele, a idéia é achar entre cinco e 10 empresas interessadas em ter um local permanente para expor seus produtos de qualquer setor, seja de alimentos, moda, cosméticos, móveis, artesanato. "Por trabalhar na região há muitos anos, conheço bem as leis trabalhistas e comercias daqui", disse Carvalho, que antes de abrir sua empresa, era CEO de uma empresa de empreendimentos imobiliários do Bahrein.
Além do showroom, a WS Marketing Consultancy pode oferecer às empresas brasileiras estudos e pesquisas de mercado, ajudar na promoção e divulgação dos produtos e contatar empresas árabes do setor procurado. "Vai depender do interesse da empresa brasileira. Nosso objetivo é ajudar a profissionalizar as empresas na região agregando valor", acrescentou.
O local disponível para o showroom seria na cidade de Sitra, uma área industrial perto da principal rodovia que liga o porto de Mina Saman, no Bahrein, à Arábia Saudita. A área total do espaço é de 100 metros quadrados.
No último dia da Gulfood, maior feira de alimentos do Oriente Médio, que terminou na quarta-feira (27) em Dubai, Carvalho visitou os estandes de algumas empresas brasileiras. Segundo ele, participar apenas uma vez por ano de feiras nos países árabes traz resultados, mas o ideal é que elas continuem com seus produtos ou com um representante depois do evento na região. "O perfil do empresário árabe é bem atual. Eles têm muita noção do que o mercado demanda e não entram num investimento sem ter estudado a empresa antes".
De acordo com o diretor, os brasileiros ainda têm uma visão muito ultrapassada dos árabes. "Eles não têm visão de que é preciso formar parcerias para conseguir entrar no mercado, e nós podemos ajudar", disse Carvalho. Segundo ele, também falta preparo de algumas empresas brasileiras interessadas em exportar. "Muitas não têm catálogos, material promocional e nem rótulos de produtos em inglês", disse.
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