São Paulo – Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que a produção brasileira de grãos para a safra 2009/2010 poderá chegar a 141,7 milhões de toneladas, um crescimento de 5% ao total colhido em 2008/2009, que foi de 135 milhões de toneladas.
Segundo a Conab, o aumento da produção se deve à recuperação da produtividade média por hectare das lavouras e à estabilidade do tempo, prevista para o período de semeadura, que ocorre até dezembro nos estados do Centro-Sul, maior região produtora do país.
O grande destaque até agora vem sendo a opção dos produtores pelo plantio de soja, o que pode levar a uma colheita de até 63,6 milhões de toneladas, número recorde para esta cultura. Esse resultado superaria em 11,4% o obtido na safra passada. Boa parte desse aumento se deve a agricultores que plantavam milho e, com os baixos preços do cereal no mercado, estão migrando para o cultivo da oleaginosa.
A pesquisa revela ainda que a produção brasileira de trigo, cereal do qual o país é mais dependente de importações, deve cair 14,3% na safra 2009/2010, em relação ao resultado da anterior. O volume total colhido deve ficar em 5,04 milhões de toneladas.
Segundo a Conab, a queda se dará principalmente em função do excesso de chuva na fase final do cultivo. A colheita já foi concluída em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal. No Paraná, ela já está no começo e no Rio Grande do Sul está no início.
Para chegar a esse dado, a Conab fez a pesquisa entre os dias 19 e 23 de outubro. O consumo nacional de trigo é de aproximadamente 10,5 milhões de toneladas, o que tem obrigado o país a importar mais de 5 milhões de toneladas anualmente.
Com os problemas de seca na Argentina, principal fornecedor do cereal para o Brasil, o governo tem buscado outras alternativas para aumentar a produção nacional, como o lançamento do Plano Nacional do Trigo, em abril de 2008.
O programa, junto com a alta dos preços da commoditie no mercado internacional, incentivou a produção nacional, que chegou a crescer 50% na safra passada, mas acabou caindo na atual.
A área plantada, segundo o levantamento da Conab, deve se manter estável, variando de 47,44 milhões a 48,18 milhões de hectares, o que pode representar desde uma redução de 0,5% a um aumento de 1,1% em relação ao ciclo anterior.
*Com informações da Agência Brasil

