São Paulo – A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) divulgou nesta sexta-feira (22) informações sobre a implementação de políticas de atração de investimentos no Marrocos. De acordo com a instituição, o país adotou a maioria das medidas recomendadas pela própria agência da ONU em relatório sobre o tema realizado em 2008.
Segundo a Unctad, reformas de alcance amplo, estabilidade política e econômica, e a criação de órgãos especializados no assunto, permitiram que o país atraísse um maior e mais diversificado fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) nos últimos anos.
A última edição do World Investment Report (Relatório Mundial de Investimentos), publicação anual da Unctad, informa que o Marrocos atraiu quase US$ 3,6 bilhões em IED em 2014, ante uma média de US$ 2,3 bilhões de 2005 a 2007, período anterior ao estudo realizado em 2008 e à crise financeira internacional.
A agência da ONU diz que os investimentos no Marrocos têm sido direcionados para “indústrias de maior valor agregado”, como a automotiva, a aeronáutica e a de processamento de produtos agrícolas. A produção de azeite de oliva para exportação é exemplo de um setor que o país tem promovido recentemente.
De acordo com a Unctad, tais investimentos “geraram benefícios econômicos e sociais tangíveis” no país. Entre as ações adotadas pelo Marrocos em prol da atração de IED, a instituição cita a criação do Comitê Nacional de Ambiente de Negócios (CNEA, na sigla em francês) e da Agência Marroquina de Desenvolvimento dos Investimentos (AMDI).
A organização acrescenta que o país fez “esforços significativos” para simplificar a abertura de empresas e começou a implementar um Plano de Aceleração Industrial, que tem por objetivo ampliar a eficiência da cadeia produtiva.
A Unctad alerta, porém, que algumas reformas recomendadas no estudo de 2008 não foram adotadas, entre elas a aprovação de uma nova lei de investimentos para substituir a existente.
A agência da ONU e a AMDI realizaram um seminário em Rabat, capital, em 13 de janeiro, para discutir os avanços do país na área.


