São Paulo – O Egito tem condições de se tornar uma potência na área de tecnologias da informação e comunicação, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira (26) pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad). O país, que passa por um processo de transformação política, precisa gerar novos empregos, especialmente para os jovens.
A organização destaca que o Egito teve sucesso em se tornar um pólo de prestação de serviços terceirizados. Segundo comunicado da agência da ONU, o país saiu da 12ª colocação para a quarta, de 2007 a 2011, no Índice de Localização Global de Serviços, da consultoria internacional A.T. Kearney.
O ranking identifica os melhores lugares para buscar terceirização de serviços de informática, telemarketing e outros. Muitas empresas contratam companhias de outros países para cuidar, por exemplo, de atendimento ao cliente, assistência técnica e até de assuntos internos, como a contabilidade.
De acordo com a Unctad, o Egito ampliou fortemente suas exportações de serviços compatíveis com o ramo de tecnologias da informação e comunicação. O trabalho terceirizado feito para empresas estrangeiras é considerado exportação.
Para fortalecer a atividade, a Unctad recomenda que o Egito amplie sua infraestrutura tecnológica, promova maior utilização dessas tecnologias entre companhias que não estão instaladas em pólos setoriais e busque atrair cada vez mais usuários falantes do árabe. A organização destaca ser muito importante que uma economia baseada na informação seja inclusiva.
A estratégia de desenvolvimento do setor, segundo a Unctad, deve contemplar ao máximo as micro, pequenas e médias empresas. Estas companhias “devem ter um papel cada vez maior como produtoras e usuárias de tecnologias da informação e comunicação”. “Elas representam um potencial inexplorado pelo setor no Egito”, afirma o comunicado.
A entidade recomenda ações para fortalecer atividades como processamento de dados, desenvolvimento de aplicativos para negócios, gerenciamento remoto de infraestrutura e arabização de softwares.
Para auxiliar nesse esforço, a Unctad sugere ainda que o país busque atrair especialistas estrangeiros, especialmente egípcios que migraram para outros países e seus descendentes, e fomente o uso dessas tecnologias nas escolas.

