Da Redação*
São Paulo – O Conselho da União Econômica Árabe, braço da Liga dos Estados Árabes, vai apresentar na próxima reunião de cúpula dos países da região, que será realizada na Tunísia durante o final de semana, um documento pedindo a reestruturação de seus serviços administrativos e a revisão de seu papel. O órgão foi criado em 1957.
A idéia é transformar a União em uma instituição semelhante à Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e passar a exercer um papel mais importante no desenvolvimento do comércio na região.
O Conselho – que atualmente inclui 11 países: Iêmen, Jordânia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Sudão, Síria, Somália, Iraque, Palestina, Líbia e Mauritânia – quer incorporar as demais nações árabes (22 no total) para incentivar investimentos entre as nações da região.
O documento, que será apresentado à Liga Árabe pelo secretário geral do Conselho, Ahmed Djouili, mostra que a maior parte dos árabes fazem investimentos diretos em outros países.
Djouili deixou clara a necessidade de se atingir uma maior interatividade econômica na região. Tunísia, Marrocos e no Egito, por exemplo, poderiam receber investimentos na área de têxteis e exportar estes produtos para os países do Golfo Arábico, tradicionais produtores de petróleo e derivados.
Livre comércio
Em fevereiro de 1997, a União Econômica Árabe começou a trabalhar na criação de uma Área de Livre Comércio Árabe (AFTA, da sigla em inglês), que deveria entrar em vigor até 2008. O prazo, porém, foi antecipado para 2005.
Com este propósito, em fevereiro de 1998 o órgão conseguiu que 18 dos 22 países membros da Liga Árabe (todos menos a Argélia, Djibuti, Ilhas Comores, e Mauritânia) assinassem um tratado para eliminar suas barreiras alfandegárias, reduzindo as taxas de importação na base de 10% ao ano.
Apesar destes esforços, o comércio entre os países da região não superou 8,5% dos negócios deles com o resto do mundo, informou Djouili à agência de notícias Arabic News.
Em sua avaliação, é necessário incentivar o aumento do comércio entre as nações árabes a taxas de 20% ao ano. Ele acredita que uma área de livre comércio poderia elevar a corrente comercial regional para US$ 33 bilhões.
Os países árabes, localizados no Oriente Médio e no norte da África, têm uma população total de 273 milhões de pessoas, cobrindo uma área de 14,2 milhões de quilômetros quadrados.
*Com informações da Algérie Presse Service e agências internacionais

