Omar Nasser, da Fiep*
Curitiba – Os países árabes e o Brasil têm de se conhecer melhor. Com o objetivo de aprofundar este conhecimento, foi criado no segundo semestre de 2004, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Núcleo de Estudos sobre Processos Identitários de Etnias. Ligado ao Departamento de Psicologia, o Núcleo é dedicado ao estudo dos movimentos migratórios, com ênfase no povo árabe e em suas relações culturais com o Brasil.
"A conjuntura política e econômica do mundo atual torna imprescindível entender melhor o mundo árabe e o seu relacionamento com o nosso país e o Ocidente em geral", explica o professor doutor Jamil Zugheib Neto, coordenador do Núcleo.
Não se trata, contudo, de uma iniciativa restrita ao campo da psicologia. O grupo conta com pesquisadores e profissionais de diversas áreas, como filosofia, história, economia, relações internacionais e comunicação social.
Atividades
Recém-criado, o Núcleo já está em plena atividade. Em novembro último, promoveu um curso de duração mensal intitulado "Introdução ao Pensamento e a Identidade Árabes", na própria UFPR. Temas como a formação da identidade árabe, relações comerciais, literatura palestina e a contribuição da civilização árabe-islâmica no desenvolvimento do Ocidente foram alguns dos assuntos tratados.
Participaram do curso como palestrantes, entre outros, os professores doutores Paulo Farah e Michel Sleiman, da Universidade de São Paulo, Jamil Ibrahim Iskandar, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e Claude Fahd Hajjar, estudiosa da imigração árabe ao Brasil. A procura dá uma noção do interesse despertado pelo tema: o curso teve 50 inscritos, entre estudantes universitários, professores e público em geral.
Para 2005, o Núcleo está montando uma grade de atividades culturais e de pesquisa. Está prevista, também, a publicação periódica dos estudos realizados.
*Federação das Indústrias do Estado do Paraná

