São Paulo – A Universidade Rei Abdullah de Ciência e Tecnologia (Kaust, na sigla em inglês) completou este mês uma unidade de geração elétrica por painéis solares cobrindo uma área de 11,6 mil metros e produzindo 3,3 mil megawatts hora de energia por ano. Esta produção, segundo o site de notícias financeiras árabes AMEInfo, gerará uma redução de até 33,3 mil toneladas de emissões de gás carbono.
A empresa alemã Conergy, de Hamburgo, desenhou o parque e foi responsável pela engenharia, supervisão e aquisição dos produtos usados, além da instalação e gerenciamento do projeto, em parceria com o grupo saudita National Solar Systems.
A geração solar está inclusa nos planos de energia verde da Kaust, que pretende desenvolver pesquisas com energia solar em seu Centro de Ciência e Engenharia para posterior aplicação no campus da universidade. O projeto de energia solar na Kaust garantiu ao departamento o prêmio LEED Platinum do Conselho de Construção Verde dos Estados Unidos.
“Alternativas aos derivados do petróleo são uma necessidade. Estamos muito satisfeitos por participar neste grande projeto”, declarou o chefe da Conergy para a Ásia Pacífico e Oriente Médio, Marc Lohoff. "Apoiamos o desenvolvimento das energias renováveis no Oriente Médio com nosso know-how solar e moderna tecnologia", acrescentou ele.
Segundo o gerente geral da National Solar System, Abdulhadi Al-Mureeh, "esta é a primeira vez que energia solar está correndo na rede elétrica do país. É um momento histórico e a parceria entre a National Solar e a Conergy foi fundamental para que acontecesse.”
Em entrevista à agência de notícias Reuters, o ministro do Petróleo e Recursos Naturais da Arábia Saudita, Ali Al-Naimi, declarou que apesar de deter cerca de um quinto das reservas petrolíferas globais, seu país pretende que nos próximos cinco a 10 anos a energia solar tenha grande participação na geração elétrica do país. "No futuro a Arábia Saudita pretende exportar tanta energia solar quanto exporta petróleo hoje em dia,” disse Al-Naimi à agência.
Um recente estudo do banco suíço Sarasin mostra que a utilização de energia solar no Oriente Médio deve crescer a uma média anual de mais de 50% ao ano nos próximos cinco anos. O Oriente Médio tem elevados níveis de insolação e grandes áreas com baixa densidade populacional, características ideais para o desenvolvimento do setor. De olho neste potencial, empresas como a petrolífera Saudi Aramco também participam em projetos na área.
*Tradução de Mark Ament

