São Paulo – Com objetivo de incentivar a competitividade e a criação de empregos pelas micro, pequenas e médias empresas brasileira (PMEs), o Banco Interamericanos de Desenvolvimento (BID) anuciou hoje (19) uma linha de cédito de US$ 3 bilhões destinados a financiar as PMEs do país.
Em nota divulgada à imprensa, o BID explica que a linha de crédito condicional para projetos de investimento (CCLIP) e um primeiro empréstimo de US$ 1 bilhão, por esse instrumento, foram aprovados hoje pela diretoria do banco
“A assistência do BID, a segunda desse tipo para o país, incluirá fundos de contrapartida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social brasileiro (BNDES) em um total de US$ 3 bilhões. O objetivo é assegurar um fluxo estável de recursos de médio e longo prazo para financiar projetos de investimento de micro e pequenas empresas”, informa o BID.
O BNDES usará o empréstimo do BID e seus próprios recursos para financiar um programa voltado a ampliar o crédito para micro e pequenas empresas. Os fundos proporcionarão liquidez para que as instituições financeiras ofereçam crédito para essas empresas expandirem, modernizarem e diversificarem sua produção.
Microempresas, microempresários e indivíduos podem receber até US$ 200 mil dólares de financiamento do programa, enquanto pequenas e médias empresas podem obter de US$ 850 mil e US$ 3 milhões, respectivamente.
Crédito difícil
As micro, pequenas e médias empresas, que geram dois de cada três empregos no país, são vitais para a economia do Brasil. No entanto, seu acesso a crédito de médio e longo prazo no mercado, que é tradicionalmente limitado devido a problemas estruturais, reduziu-se ainda mais em consequência da crise financeira internacional.
Diante disso, o governo interveio para aliviar a contração do crédito, com o BNDES. O banco aprovou 86 mil operações para micro e pequenas empresas em 2007 e 122 mil no ano passado, com desembolsos de R$ 12,1 bilhões e R$ 17,6 bilhões de reais, respectivamente.
O programa de multicrédito do BID segue os passos de uma linha de crédito condicional similar aprovada em 2004, a fim de dar continuidade ao apoio a essa estratégia.
O empréstimo de US$ 1 bilhão do banco, o primeiro de uma série de três pela segunda linha de crédito condicional, tem prazo de 20 anos, com um período de carência de quatro anos e taxa de juros baseada na Libor.

