Alexandre Rocha
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São Paulo – As exportações brasileiras de material de construção para os países árabes renderam quase US$ 380 milhões no ano passado, ante US$ 311,6 milhões em 2006, um aumento de 22%, de acordo com dados da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Frente ao crescimento contínuo do ramo de construção na região, a avaliação da entidade e da Agência de Promoção das Exportações e Investimentos do Brasil (Apex) é de que os embarques podem ser ampliados ainda mais.
“Muito desse crescimento se deve à participação brasileira na Big 5 Show”, disse o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, referindo-se à principal feira do setor no Oriente Médio, que ocorre todos os anos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ontem (27) representantes da Câmara, Apex, empresas e entidades setoriais se reuniram em São Paulo para discutir a edição deste ano da mostra, que vai ocorrer entre os dias 23 e 27 de novembro.
O Brasil terá novamente um pavilhão de 480 metros quadrados logo na entrada do Dubai World Trade Center. A estrutura, segundo o coordenador de projetos da Apex, Vicente Barbosa, só não será maior porque o centro de exposições não dispõe de mais espaço. O pavilhão poderá acomodar estandes de 36 empresas.
A Unidade de Inteligência Comercial da Apex elaborou um estudo sobre o potencial dos produtos brasileiros nos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) – Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados, Kuwait e Omã. Segundo Ulisses Pimenta, do núcleo dedicado aos mercados da África e Oriente Médio, foram analisados três seguimentos: rochas ornamentais, cerâmicas e metais não ferrosos (torneiras, fechaduras, etc.).
As simulações, de acordo com ele, mostraram que há muito espaço para negócios, uma vez que, embora a participação brasileira nos mercados ainda seja relativamente pequena, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, enquanto que fornecedores mais tradicionais, como a Itália, têm perdido terreno.
No caso das exportações de rochas ornamentais aos Emirados, por exemplo, Pimenta disse que a Itália continua a ser o principal fornecedor, mas vem perdendo espaço no mercado. O Brasil, de acordo com ele, está na 10ª posição e tem conseguido manter sua fatia. Já na seara dos metais, as exportações brasileiras são as que mais crescem, até mais do que as da China, país que cada vez mais amplia a presença de seus produtos no mundo árabe.
Nos três segmentos, os principais mercados da região são Emirados e Arábia Saudita. O estudo da Apex mostra que na área de rochas o ramo mais promissor é o de granitos; na de cerâmicas são os ladrilhos; e, na área de metais, os fechos automáticos para portas e metais sanitários no caso dos Emirados e as torneiras e perfis de alumínio na Arábia Saudita.
As empresas desses três setores vão ser maioria no pavilhão brasileiro na Big 5, mas haverá espaço também para companhias de outras áreas.
Alaby destacou que, além do Golfo, os Emirados servem como entreposto para negócios com países de outras regiões, como o mundo árabe como um todo, parte da Ásia e das ex-repúblicas soviéticas. “Em Dubai existem grandes chances de se vender para outros países e até outras regiões”, disse. Barbosa acrescentou que na edição da Big 5 do ano passado uma empresa brasileira fechou contrato com um importador dos Estados Unidos no final da feira.
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