São Paulo – As exportações de café brasileiro diminuíram no começo deste ano. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (04) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em março foram embarcadas 2,19 milhões de sacas de 60 quilos, quase 20% a menos do que no mesmo mês de 2011. As vendas externas renderam US$ 550 milhões, uma redução de 16,3% na mesma comparação.
No acumulado do primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 1,71 bilhão, uma diminuição de 8,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram comercializadas 6,54 milhões de sacas, queda de 20,7% na mesma comparação.
Segundo informações do Cecafé, a diminuição ocorreu porque a safra 2011/2012 (julho do ano passado a junho deste) está no fim e ela foi menor do que a anterior. O ciclo do café é bianual, o que significa que uma colheita maior é seguida por outra menor.
O presidente do Cecafé, Guilherme Braga, disse, no entanto, de acordo com nota da entidade, que houve um aumento nas exportações de “cafés arábicas diferenciados”, ou seja, de maior qualidade. Foram embarcadas 1,753 milhão de sacas desses grãos nos três primeiros meses de 2012, um crescimento de 32,3% em relação ao mesmo período de 2011. O preço médio da saca saiu por US$ 315,66, contra US$ 261,54 da média geral.
"[Isto] representa 32,3% do total da receita com as exportações de café. Esse percentual, que poderá ser ainda maior, aliado à manutenção dos preços do produto, refletirá positivamente na receita anual, além de significar um incremento da renda do produtor", declarou Braga, segundo a nota.
Para os países árabes foram exportadas 274,5 mil sacas nos três primeiros meses do ano, uma queda de 22% sobre o primeiro trimestre de 2011. As receitas, por sua vez, recuaram 5,6% e ficaram em US$ 55,6 milhões.
Os principais destinos do café brasileiro no período de janeiro a março de 2012 foram Alemanha, Estados Unidos, Itália, Bélgica e Japão.
Ano safra
Nos nove meses do ano safra 2011/2012, de julho do ano passado até março deste ano, as receitas das exportações cresceram 21,5%, em comparação com o ciclo anterior, e chegaram a US$ 6,44 bilhões.
O volume embarcado, porém, caiu 12% para 23,7 milhões de sacas. Houve aumento do preço médio da saca de US$ 197,20 para US$ 271,92 de uma safra para a outra.

