Da redação
São Paulo – Apesar do Oriente Médio já ser o principal mercado das exportações brasileiras de carne de frango, a receita com as vendas para os países da região teve um aumento de 41% entre janeiro e novembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações somaram US$ 847,9 milhões, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef).
Foram embarcadas 770 mil toneladas de carne de frango para o Oriente Médio, o que representou um crescimento de 14% em comparação aos onze meses do ano passado. Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos foram os principais importadores da região, com compras de 342,9 mil toneladas, 129,3 mil toneladas e 119,7 mil toneladas, respectivamente.
Para a Abef, o Oriente Médio inclui Arábia Saudita, Kuwait, Barhein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque e Jordânia, que são países árabes, e Israel, Irã, Tadjiquistão, Turcomenistão, Turquia e Uzbequistão, não árabes.
O Oriente Médio foi o principal mercado em volume e a Ásia foi o principal cliente em receita. A região importou US$ 886,4 milhões de janeiro a novembro, 30,5% a mais que no mesmo período do ano passado. Em volume, foram embarcadas 678,78 mil toneladas, com 19% de aumento.
No mês de novembro, as exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 288 milhões, o que representou um aumento de 41%. Foram embarcadas 206,58 mil toneladas, com crescimento de 2% ante o mesmo mês de 2004. Os países árabes também tiveram destaque no mês passado. Além da Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes, o Iraque, por exemplo, teve um aumento de 685,8% na quantidade importada e o Catar, de 191,4%.
Números recorde
De janeiro a novembro deste ano, as exportações brasileiras de carne de frango bateram recorde histórico, com embarques de 2,6 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 16,25% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita com as vendas externas somou US$ 3,15 bilhões, 34% a mais que nos onze primeiros meses de 2004.
O presidente da Abef, Ricardo Gonçalves, prevê para 2006 um crescimento de 5% a 10% nos volumes exportados. A entidade pretende trabalhar para a abertura de novos mercados e continuar investindo nos já conquistados.

