Agência Brasil
Rio de Janeiro – A indústria siderúrgica brasileira deve ter uma receita 26,4% maior com exportações em 2005 do que em 2004, de acordo com estimativas feitas pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). O setor espera faturar US$ 6,7 bilhões com vendas externas até o final de 2005. O volume de produtos enviados ao exterior também deve crescer, cerca de 5%, e chegar a 12,6 milhões de toneladas.
O crescimento maior do faturamento se deve, de acordo com o IBS, ao enobrecimento de produtos exportados e ao aumento da comercialização dos acabados em detrimento dos produtos semi-acabados. A receita da siderurgia brasileira com o mercado externo será recorde histórico.
No ano que vem o setor espera exportar ainda mais, cerca de 13 milhões de toneladas. O consumo mundial deve se expandir entre 4% e 5% puxado pela China. O crescimento do consumo dos chineses poderá chegar a 10%. A receita com vendas externas, no entanto, deverá cai. O IBS trabalha com a possibilidade de retração do preço internacional do aço.
"O comportamento dos preços internacionais é uma das grandes preocupações da siderurgia brasileira em razão da tendência de queda, devido em grande parte ao posicionamento da China, que tem passado da condição de importadora para exportadora de aço", diz o presidente do IBS, Luiz André Rico.
A produção das siderúrgicas nacionais deve cair 4,1% neste ano em relação a 2004, segundo o IBS, e ficar em 31,6 milhões de toneladas. Dados divulgados pela instituição apontam redução no consumo do mercado interno, principalmente na construção civil. O presidente do IBS, porém, está otimista em relação a 2006. Ele acredita que a produção vai crescer 4,1%.

