Da redação
São Paulo – Pesquisadores espanhóis encontraram vestígios de uma cidade de 5.500 anos na Síria, país árabe. Ela é, segundo informações do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), da Espanha, de onde é parte da equipe que fez a descoberta, uma das mais antigas cidades da história da humanidade. Vestígios do local foram encontrados no ano passado pelo grupo de arqueólogos espanhóis e apresentados na última quarta-feira (21) no país europeu.
Entre os fragmentos encontrados estão ossos e vasos de cerâmica. A identificação da idade da cerâmica, feita na Espanha, permitiu aos pesquisadores saber que a cidade é do período de Uruk, momento da história em que apareceram as primeiras cidades. Os objetos foram apresentados pelos pesquisadores Ignacio Márquez, do CSIC, e Juan Luís Moreno, da Universidade de Coruña, também espanhola. A descoberta é fruto de uma investigação desenvolvida em Tall Humeada, na beira do rio Eufrates, perto da fronteira com o Iraque.
O trabalho feito no local é parte do Projeto Médio Eufrates Sírio. "Foi uma surpresa encontrar estas cerâmicas, tão típicas da primeira urbanização do sul da Mesopotâmia nesta região do Médio Eufrates sírio. Estes objetos, além de nos ensinar aspectos importantes de como viviam na época (em torno de 3.500 anos A.C), demonstram que o local em que trabalhamos constitui uma das primeiras cidades da história", afirma Márquez.
Uruk é a época da chamada revolução urbana. Com as informações colhidas, os pesquisadores terão mais dados sobre como eram as primeiras cidades da história. O período de Uruk é da segunda metade do quarto milênio A.C e se caracteriza por uma produção de cerâmica muito típica, com vasos sensíveis, feitos com moldes, para servir comida.
O nome Uruk se refere a uma cidade iraquiana, uma das mais antigas da civilização. Algumas das descobertas mais antigas de vestígios da escrita foram encontrados também na cidade de Uruk. Os fragmentos encontrados no ano passado pelos espanhóis eram de recipientes usados para comer pão de cevada. A equipe vai retomar as escavações em 2008.

