Isaura Daniel
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São Paulo – A Zeppini Industrial e Comercial, empresa paulista detentora de 75% do mercado brasileiro de equipamentos para postos de combustíveis, vai começar a vender os seus produtos no mundo árabe. Os primeiros equipamentos devem ser embarcados para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos em janeiro do ano que vem, de acordo com o diretor de Novos Negócios da empresa, Paulo Rogério Fernandez. Esta será a entrada da companhia no mercado árabe. A Zeppini fechou parceria com dois distribuidores na região, uma na Arábia Saudita e outro nos Emirados, no segundo semestre deste ano, por meio de contatos feitos no Petrol World Fórum, que ocorreu em Cingapura, no mês de julho.
Segundo Fernandez, a partir destes dois países os produtos da Zeppini devem ser vendidos para as demais nações árabes. A opção pela Arábia Saudita, de acordo com o executivo, ocorreu em função do tamanho do mercado, e pelos Emirados, pelo fato de ser um país formador de opinião na região. O mercado saudita contém cerca de oito mil postos de combustíveis e o dos Emirados em torno de 500, segundo o diretor de Novos Negócios da Zeppini. "A renda per capita da região do Oriente Médio é boa, há um grande potencial, nós temos que estar presentes", diz Fernandez. A empresa espera que o mundo árabe se torne um dos principais mercados da empresa no exterior dentro de dois ou três anos.
Atualmente os principais consumidores dos equipamentos Zeppini no exterior são o Norte da América do Sul, principalmente o Equador e a Colômbia, e países da África, como Angola e Moçambique. As exportações da companhia representam atualmente, cerca de 6% do faturamento da empresa, segundo Fernandez. A Zeppini vende seus produtos em mais de 50 países. No ano passado, segundo dados divulgados pela assessoria de imprensa da indústria, a Zeppini, que é uma sociedade anônima de capital fechado, faturou R$ 36 milhões. As exportações da empresa começaram em 1998, para a Argentina.
A empresa fabrica, entre outros produtos, sistemas para tratamento de efluentes para postos de combustíveis. É um sistema que separa água e óleo, quando o posto é lavado ou recebe água da chuva, para que a água siga em condições adequadas para a rede pública de coleta. A Zeppini também faz equipamentos como tubulações entre a o tanque de combustível e a bomba, e reservatórios de contenção, que isolam as áreas onde há combustível.
Na exportação, a empresa sempre trabalha com distribuidores. Além de vender, eles são responsáveis pelo atendimento pós-venda e normalmente também pela instalação dos produtos. Se não fazem eles mesmos a instalação, pelo menos instruem quem irá fazê-los. "São empresas especializadas nisso, procuramos identificar sempre quem é referencial no setor", afirma Fernandez. O executivo acredita que o que abriu mercado para os produtos da Zeppini, no mundo árabe, foi o fato de os produtos da empresa atenderem os requerimentos técnicos internacionais e serem competitivos. Os concorrentes da empresa brasileira são da Europa e Estados Unidos. "Todos querem ter uma opção", diz.
A Zeppini opera com uma fábrica em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. Cerca de 230 funcionários trabalham no local. A empresa faz parte de um grupo empresarial, que leva o mesmo nome, e que tem outras duas empresas: a Fundição Estrela, que trabalha com fundição de metais não-ferrosos, e a Motor Z, que fabrica motocicletas a gasolina e elétricas. A Fundição Estrela tem 57 anos e a Motor Z foi criada neste ano. Já a Zeppini Industrial e Comercial abriu as portas há 20 anos.
Zeppini
Telefone: +55 (11) 4393 3600
Site: www.zeppini.com.br

