Emirates News Agency*
Abu Dhabi – Desde que foi criada em maio de 2000 a Zona Franca de Ras al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, tem crescido constantemente e já conta com 1,4 mil empresas instaladas. Somente este ano, devido a uma agressiva estratégia de marketing no Oriente Médio, Índia e Irã, o empreendimento atraiu 520 companhias. No ano passado foram 360 novas empresas, segundo informações da revista de negócios Gulf Business.
Segundo Oussama El Omari, diretor-geral da Zona Franca, a infra-estrutura e os serviços de logística do emirado de Ras al Khaimah são atraentes para novos investidores. Ele citou, por exemplo, o fácil acesso pela nova rodovia Emirate Road.
Ele destacou também o ambiente para investimentos no local. A legislação do emirado garante que empresas estrangeiras detenham 100% do capital dos empreendimentos, isenção de impostos, transparência nas regras e a remessa ao exterior de 100% do capital e dos lucros. A Zona Franca oferece ainda diversos serviços nas áreas jurídica, de marketing, de recursos humanos, entre outras.
El Omari declarou que os procedimentos para estabelecer uma empresa na Zona Franca são muito simples e podem ser executados em apenas um dia, desde que não existam impedimentos ambientais.
"Separando as atividades de acordo com o setor, as necessidades operacionais e das comunidades nos arredores, a Zona Franca de Ras Al Khaimah introduziu um conceito único e ambicioso de três distritos que não existia previamente nos Emirados, nem na região", disse El Omari. Os três distritos são o Parque Comercial, o Parque Industrial e o Parque Tecnológico. "Estes três parques serão suficientes para todos os investidores", acredita o diretor-geral.
Os Emirados Árabes Unidos são formados por sete emirados: Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Ras al Khaimah, Um al Qaiuan e Al Fujayrah. Ras Al Khaimah fica no extremo norte e é o mais próximo do corredor comercial do Estreito de Ormuz e dos mercados ao norte, como Irã, Paquistão, Índia e países da Comunidade de Estados Independentes (ex-União Soviética), além de ter fácil acesso à China e ao Extremo Oriente.
*Tradução de Mark Ament. Com informações da redação da ANBA.

