A Conferência, que começa no dia 13 em São Paulo, poderá ser uma oportunidade para aproximação comercial entre importadores e exportadores das duas regiões. O papel da Unctad como órgão de defesa dos interesses dos países em desenvolvimento também será discutido. ONGs e acadêmicos afirmam que EUA e Europa estão tentando enfraquecer o organismo.
Autor: Isaura Daniel
A empresa, que fabrica produtos médicos para recém-nascidos, já fechou contratos de US$ 700 mil com importadores nos três primeiros dias da Hospitalar, feira médica que está ocorrendo em São Paulo. Um dos compradores é o Sudão.
Distribuidores da Arábia Saudita, Iêmen, Líbano e Síria estão participando de uma rodada de negócios no Expo Center Norte, durante a Hospitalar, feira do setor. Os contatos devem gerar negócios para fabricantes brasileiros de equipamentos laboratoriais, produtos cardiovasculares e para instalações de oxigênio.
Países exportadores da commodity vão aumentar a oferta no mercado internacional para diminuir o preço. Ontem, o barril do petróleo cru chegou a ser cotado a US$ 42,45.
A indústria paranaense envia metade das suas exportações de tinturas e cremes para países árabes, apesar de ter iniciado as relações comerciais com a região há apenas 11 meses. Hoje, 5% das 45 milhões de unidades fabricadas pela Bonyplus ao ano são vendidas no mercado externo. A meta é elevar o percentual para 40%.
As vendas para o Oriente Médio, por exemplo, cresceram mais de 50% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O percentual ficou acima do crescimento de 24% registrado nas vendas externas gerais. Nos primeiros cinco meses do ano, a balança comercial brasileira registrou um superávit histórico de US$ 11,2 bilhões.
A Apex assina nesta terça-feira um convênio com a Abiec para promover as vendas da carne bovina brasileira no mercado internacional. O objetivo é aumentar a comercialização com União Européia, Leste Europeu, Oriente Médio e América do Sul, além de desbravar novos mercados como China, Japão, México e Estados Unidos.
O grupo Sylvachem Life Sciences é um dos responsáveis por importar do país árabe matérias-primas para a indústria farmoquímica nacional. A companhia representa, entre outras, a Oma Chemicals, produtora de derivados de penicilina.
A Intermodal vai reunir 350 expositores, grande parte da área de transporte internacional. A mostra segue até a sexta-feira, 04 de junho, no Centro de Exposições Imigrantes.
A empresa iniciou as vendas para o país no final do ano passado e deve dobrar a receita do comércio com a região neste ano. O Oriente Médio representa 6% das exportações. A fábrica produz desde shorts até agasalhos e acessórios esportivos.
O aumento das vendas de leites, queijos e manteigas para os países árabes está ajudando a reverter o déficit da balança comercial do setor. O saldo negativo já caiu em dez vezes nos primeiros quatro meses do ano. As nações árabes adquiriram 3,3 mil toneladas ou US$ 5,8 milhões em lácteos nacionais.
As fábricas brasileiras de roupas, tecidos e fios embarcaram um volume 24% maior de produtos para os países árabes nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O percentual ficou acima do crescimento das exportações do setor como um todo, que alcançou 10% até abril.
Chefes de estado da Liga Árabe manifestaram apoio à iniciativa do presidente brasileiro, no último final de semana, na Tunísia, por meio de uma resolução.
O encontro, preparatório à reunião da UNCTAD, ocorre entre os dias 7 e 9 de junho no Rio de Janeiro. Serão três dias de palestras e discussões sobre comércio exterior.

