São Paulo – Representantes de empresas árabes e brasileiras associadas à Câmara de Comércio Árabe Brasileira tiveram uma manhã de kung fu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, nesta semana, com a proposta de tornar a prática uma aliada de quem vive o mundo dos negócios. Cerca de 30 pessoas experimentaram o ving tsun, estilo do kung fu chinês com cerca de 300 anos de existência, em uma iniciativa oferecida pelo escritório da Câmara Árabe em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em parceria com a sede global do Moy Yat Ving Tsun Safeguard Group, que fica em Abu Dhabi.

“As decisões que mais importam na vida de um líder, elas não nascem na mente, elas nascem no corpo, um instante antes de termos consciência delas. E é isso que o ving tsun oferece ao mundo dos negócios, uma base que não cede sob pressão, um centro que não se perde quando a sala fica tensa e uma escuta que reconhece o momento certo de agir. Ou seja, é muito mais do que uma luta no sentido estrito. É o corpo como o primeiro instrumento de um líder, é o que a gente chama de cognição incorporada”, diz o mestre sênior de ving tsun, o brasileiro Tiago Quintela, à frente da sede em Abu Dhabi.
Além das experiências de ving tsun realizadas de forma coletiva, o grupo também fez meditação para encerrar a jornada, em um dia que teve toque brasileiro, com café e pão de queijo servidos aos participantes. O encontro ocorreu no pavilhão marcial – ou mo kwoon – do Moy Yat Ving Tsun Safeguard Group em Abu Dhabi, no bairro de Al Bateen. “Eu posso dizer que foi o Brasil e o mundo árabe no mesmo chão. A gente usou o mo kwoon, essa casa marcial, para poder promover essa oportunidade”, disse Quintela. Ele descreveu o momento como encontro de duas culturas mediado pela cultura marcial chinesa.

O diretor do escritório da Câmara Árabe em Dubai, Rafael Solimeo, conta que a ação faz parte de proposta de levar novas experiências aos parceiros da instituição. “Networking já não é suficiente. O empresário hoje busca algo além da troca de cartões. Ele quer viver experiências, aprender, criar conexões genuínas e, ao mesmo tempo, gerar oportunidades de negócios. Foi com essa visão que promovemos recentemente encontro de padel em Sharjah e agora escolhemos o kung fu como uma nova experiência de conexão”, diz.
O diretor do escritório afirma que a escolha do kung fu tem significado especial. “Além da história inspiradora de um brasileiro que construiu seu caminho dentro desse universo (Tiago Quintela), vimos uma conexão muito interessante entre a filosofia do kung fu e o mundo empresarial. Disciplina, estratégia, equilíbrio, resiliência e propósito são valores fundamentais tanto na arte marcial quanto na trajetória de qualquer empreendedor”, disse também Solimeo.
O escritório procurou criar um grupo equilibrado entre brasileiros e árabes para participar da iniciativa, entre empresários e executivos de diferentes setores, da inteligência artificial e construção ao setor de alimentos. O embaixador do Brasil nos Emirados Árabes Unidos, Sidney Leon Romeiro, esteve presente. O evento contou com parceiros, como a K-JO, que levou o tradicional pão de queijo brasileiro ao encontro, Tres Marias Coffee Company, com cafés e bebidas vegetais, e Just One Media, na divulgação. “São empresas que representam muito bem esse novo Brasil que queremos mostrar na região: empreendedor, criativo e cada vez mais presente no mercado dos Emirados Árabes Unidos”, diz Solimeo.
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