São Paulo – Companhias aéreas da Europa e da África estão ampliando as suspensões de voos para os países do Golfo em razão do conflito. Há empresas que só voltarão a voar normalmente no final do ano à medida que a situação se normalizar. Países como Emirados Árabes Unidos, sede da Emirates, e Catar, da Qatar Airways, estão sofrendo ataques retaliatórios do Irã, que, por sua vez, é alvo de ações de Estados Unidos e Israel.
Os aeroportos do Golfo – como Dubai, Abu Dhabi e Doha – são polos de distribuição de voos de conexão e uma ligação entre Ocidente e Oriente. A guerra, porém, está levando as empresas baseadas nestas cidades a reduzirem seus voos. Já as empresas que têm sede em outros lugares estão cancelando decolagens e pousos.
Os voos da Royal Air Maroc com origem e destino em Doha estão suspensos até 30 de junho, enquanto as frequências para Dubai estão canceladas até 31 de maio. Sediada no Bahrein, outro país atingido pelo conflito, a Gulf Air não está operando em seu país. Os voos da empresa estão decolando e pousando de Dammam, cidade saudita.
Entre os grupos europeus, a Lufthansa suspendeu voos para Abu Dhabi, Amã, na Jordânia, Beirute, no Líbano, Dammam e Riad, na Arábia Saudita, Erbil, no Iraque, Mascate, em Omã, e Teerã, no Irã, até 24 de outubro. Para Dubai e Tel Aviv, a suspensão vale para até 31 de maio. Os voos das empresas do grupo IAG, que controla a Iberia e a British Airways, entre outras, permanecerão suspensos até o fim do ano no destino Abu Dhabi, e até 31 de maio para a maioria das cidades do Golfo.
Do grupo Air France-KLM, a companhia francesa não irá operar em Beirute, Tel Aviv, Dubai e Riad até 19 de abril. Já a holandesa KLM ficará até 17 de maio sem voar para a Riad, Dammam e Dubai. As suspensões de voos, anunciaram as empresas, estão relacionadas à segurança de passageiros e tripulantes. Além disso, algumas empresas já alertaram que se o Estreito de Ormuz permanecer fechado durante este mês, as companhias poderão ficar sem combustível para as aeronaves.


