São Paulo – O brasileiro Matheus Vieira Portela, estudante de Mecatrônica na Universidade de Brasília (UNB), vai representar o País em um encontro internacional de escotismo, que acontecerá de 02 a 12 de fevereiro em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos. Matheus pertence ao Grupo Escoteiro Bernardo Sayão, do Distrito Federal, e foi selecionado pela União dos Escoteiros do Brasil (UEB) para participar do evento.
A viagem e as suas despesas serão bancadas pelo xeque Sultan Bin Mohamed Al-Qassimi, que promove o encontro a cada dois anos e convida representantes de todos os países onde há escotismo. Na última reunião, em fevereiro do ano passado, o representante brasileiro foi Winder Oliveira Garcia, que atualmente é escotista (como são chamados os chefes escoteiros depois do período e idade de formação) no Grupo Escoteiro de Goiânia, capital de Goiás.
“Abriu minha cabeça para muita coisa. Voltei com muito respeito pelo povo árabe. Eles são muito calorosos, muito receptivos. Os Emirados são muito desenvolvidos”, afirma Garcia. Segundo ele, o encontro foi uma oportunidade de “ver o outro sem diferenças”. O escotismo é uma fraternidade mundial e segundo ele, era possível sentir este clima já na chegada do encontro, que reuniu cerca de 200 jovens. O temo foi Escotismo e Iniciativas Intelectuais.
Em fevereiro, o tema será “Escotismo e Jovens com Necessidades Especiais”. Os participantes precisam ser do grupo “Pioneiros” do escotismo, que no Brasil é voltado para jovens de 18 a 21 anos. Também há as divisões Lobinhos, para sete a dez anos, Escoteiros, de 11 a 14 anos, e Sênior, de 15 a 17 anos.
Além do encontro de Sharjah, há outros encontros mundiais de escoteiros, como um que acontece anualmente no Egito e o Jamboree, da Organização Mundial do Escotismo. Para a reunião, os organizadores pedem que os participantes levem bandeira do seu país, comidas e roupas típicas. Isso porque no final do encontro ocorre uma feira onde cada um apresenta as peculiaridades do seu país. Segundo Garcia, o xeque costuma visitar o encontro e na edição do ano passado cumprimentou todos os participantes.
O escotismo é um movimento de coeducação. “Tem um objetivo educativo, mas não interfere na educação da família, escola, igreja. É um complemento”, conta Garcia. Segundo ele, que tem, 23 anos e é recém-formado em Direito, a ideia é formar os jovens para que sejam protagonistas das suas vidas na área física, social, intelectual, afetiva, espiritual e principalmente de caráter. O escotismo não tem religião e, inclusive, incentiva para que cada um tenha a sua. No Brasil existem seis mil escoteiros.

