São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quarta-feira (25), em Washigton, nos Estados Unidos, os resultados de uma avaliação da economia do Marrocos, como ocorre anualmente com todos os países que integram o órgão. De acordo com esta avaliação, concluída no último dia 20, a estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) marroquino tenha crescido 4,9% em 2025, cresça 4,4% neste ano, 4,5% em 2027 e 4% no médio prazo.
Em comunicado, o Conselho Executivo do fundo informa que o PIB de 2025 “acelerou” para 4,9% em razão da recuperação da produção agrícola e do aumento de projetos de infraestrutura. Esses mesmos segmentos da economia, contudo, são apontados como possíveis responsáveis pelo aumento do déficit em conta corrente, pois, nos dois casos, muitos insumos são importados.
“A inflação deverá subir temporariamente durante o ano, partindo de seus níveis atualmente baixos, refletindo principalmente os preços mais altos da energia, antes de se estabilizar em torno de 2% no médio prazo. Dado o alto conteúdo de importações nos investimentos em infraestrutura e o maior custo das importações de commodities, o déficit em conta corrente deverá aumentar moderadamente”, afirma o fundo em seu comunicado.
O comunicado informa que a inflação média se manteve em 0,8% no ano passado. Os preços contidos permitiram ao Banco Al-Maghrib, o banco central do país africano, manter uma política monetária “neutra” sem novos cortes na taxa de juros.
Um dos principais desafios internos apontados pelo fundo é o elevado desemprego da população, em 13% no ano passado. Na avaliação do FMI, as autoridades locais estão aplicando medidas para gerar empregos, mas a instituição financeira defendeu a adoção de reformas para que se fomente “um setor privado mais dinâmico” e que gere empregos. Já entre os desafios externos, o documento cita o conflito no Oriente Médio, que impacta os mercados globais de commodities e reduz a demanda global.
Em tal avaliação, o fundo considerou que o Marrocos continua a cumprir com os critérios de qualificação para a Linha de Crédito Flexível. Essa linha de financiamento é disponibilizada a países com estruturas políticas sólidas para que possam prevenir e mitigar crises.


