São Paulo – A economia da Síria está se recuperando em nível acelerado em um momento em que a confiança dos consumidores e dos investidores está em crescimento. A avaliação é de uma equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI), que se reuniu com autoridades locais entre 15 e 19 de fevereiro em Damasco para avaliar o desempenho dos dados econômicos.
Ao final das reuniões, o líder da missão, Ron van Rooden, emitiu um comunicado em que afirma que o crescimento econômico é também resultado da redução de sanções internacionais contra a Síria enquanto o país volta a se integrar à economia regional e global. “O progresso em direção à reconciliação nacional, o retorno contínuo de refugiados, o aumento da oferta de eletricidade e chuvas e vários novos projetos de investimento são um bom presságio para as perspectivas de crescimento para 2026 e além”, diz Rooden.
A missão do fundo observou que o orçamento deste ano prevê um aumento substancial em gastos com Saúde e Educação, além de reajustes de salários e recuperação de infraestrutura, e avaliou que as projeções de receitas do país são “ambicionas, mas viáveis”. As autoridades locais, informou o fundo, reconhecem que gastos sociais precisam ser protegidos em eventuais rearranjos orçamentários. Um novo governo assumiu o comando do país no final de 2024.
A equipe do FMI afirmou que será preciso apoiar o Banco Central da Síria em busca de sua independência e capacidade de garantir a estabilidade de preços. A autoridade monetária, observou o fundo, conseguiu manter um rígido controle monetário mesmo em meio a diversas restrições, o que resultou em queda na taxa de inflação.
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