São Paulo – Durante o 9º Fórum de Investimento de Sharjah (SIF, na sigla em inglês) representantes de empresas brasileiras dividiram a experiência em atuar nos Emirados Árabes Unidos e o potencial de se investir no país, especialmente no emirado de Sharjah. Entre a quarta-feira (14) e a quinta-feira (15), o fórum atraiu investidores, pesquisadores e empresas para discutir temas como inteligência artificial, cadeias de suprimento e sustentabilidade, entre outros temas.
De acordo com informações da agência de notícias estatal dos Emirados, WAM, o crescimento dos investimentos bilaterais entre Brasil e Emirados foi tema da sessão “Além do comércio: abrindo o corredor de investimentos Brasil- Emirados”.
Dele participaram a chefe do escritório da Investe SP para o Oriente Médio, Norte da África e Índia, Ana Beatriz Fernandes, a sócia da empresa de eventos e turismo Solari Dubai, Lubna Chahine, e a fundadora e CEO da consultoria empresarial WhatsNxt, Mariana Ricardo. Elas também falaram sobre oportunidades de cooperação entre Sharjah e São Paulo e sobre a importância do planejamento de longo prazo na execução de um negócio no país do Golfo.
Sharjah é um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos, ao lado de Umm Al Quwain, Fujairah, Ras Al Khaimah, Ajman, Abu Dhabi e Dubai. No encontro, Ana Beatriz Fernandes afirmou que o perfil da relação bilateral entre Brasil e Emirados tem mudado nos últimos anos para além do comércio. Agora, os países trocam investimentos e poderão, em breve, assinar um acordo de parceria econômica abrangente.
“Mais empresas brasileiras deveriam se estabelecer em Sharjah. Sua localização estratégica, resiliência econômica, infraestrutura e serviços de logística fazem do emirado uma base atrativa para empresas que pretendem expandir suas operações nos Emirados e na região”, disse Fernandes.
Chahine afirmou que empresários brasileiros que desejam investir no país e em Sharjah precisam dar importância à cultura empresarial local e construir laços duradouros. Mariana Ricardo afirmou que as empresas que investem no país precisam ter planejamento de longo prazo, porém, ao mesmo tempo, serem ágeis.
“Abrir uma empresa nos Emirados é apenas o primeiro passo. É necessário ter uma visão de longo prazo, apoiada por planos claros de curto e médio prazos, investimento nas equipes e compreensão da cultura empresarial local”, disse Mariana.


