São Paulo – A Jordânia avançou nos últimos anos na manutenção da sua estabilidade econômica e deve ter como foco nos próximos anos sustentar esse equilíbrio, reduzir a disparidade fiscal, impulsionar o crescimento, criar empregos e fortalecer a proteção social da população. A opinião foi emitida por equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI), que visitou Amã, a capital do país, entre os dias 11 e 20 de novembro, liderada por Chris Jarvis, que ocupa o cargo de chefe da missão do organismo no Egito.
O FMI apoia um programa econômico em andamento no país que deve acabar em poucos meses e por isso o governo iniciou as conversas com o fundo para a implementação de um novo plano, também de três anos, para dar conta dos objetivos que ainda precisam ser alcançados para a melhora da economia jordaniana. No final de janeiro, equipe do FMI deverá retornar à Jordânia para o seguimento da discussão.
De acordo com Jarvis, na visita o governo jordaniano enfatizou o compromisso e a determinação em continuar o processo de reforma e superar os atuais obstáculos ao crescimento. A inflação do país é baixa, a balança de pagamentos melhorou, as reservas internacionais se recuperaram, o sistema financeiro segue estável e as autoridades tomaram medidas importantes para melhorar o clima de negócios.
Mas segundo a equipe do FMI, ainda há desafios. O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) oscilou apenas entre 2% e 2,5% desde 2010 e o desemprego segue alto, especialmente entre jovens e mulheres. A consolidação fiscal foi mais lenta do que o previsto, com o resultado dos esforços para ampliar a base tributária e mobilizar receitas para atender às necessidades fiscais e de desenvolvimento da Jordânia ficando abaixo das expectativas.
As receitas mais fracas levaram o governo a reduzir o investimento público e a dívida permanece alta. “Daqui para a frente, é importante continuar os esforços para reduzir vulnerabilidades, aumentar a resiliência econômica e apoiar um crescimento mais robusto”, disse Jarvis. A equipe do FMI sugere para isso profundas reformas estruturais, consolidação fiscal constante e gradual que coloque a dívida pública em trajetória de queda no médio prazo, além de melhora das medidas de proteção social.


