São Paulo – O El Sheikh Group produz morangos congelados na zona industrial de Obour City nas proximidades do Cairo, no Egito. De lá, a empresa envia a produção de seis mil toneladas por ano para quase o mundo inteiro, especialmente China, seu maior mercado. Os morangos que chegam a “quase” todo o planeta deverão ganhar mais um destino nos próximos meses: o Brasil. O CEO da El Sheikh, Amr Ali, está no País nesta semana para uma agenda de reuniões e participação na feira Anuga Select Brazil, em São Paulo, no estande organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
“Queremos expandir o nosso alcance em clientes, já vendemos para Rússia e China. O Brasil é a sétima economia do mundo, por isso queremos vender aqui”, afirmou o executivo. Ele não relacionou o potencial das vendas ao Brasil ao fato de o Egito ter um acordo de livre-comércio com o Mercosul, bloco aduaneiro do qual o Brasil faz parte, porém lembrou que seu país é o maior produtor mundial de morangos e que qualquer acordo comercial e político são benéficos quando se refletem em aumento de negócios.
O processo de exportação é relativamente recente para a empresa. Ela começou a vender ao exterior em 2019, para a Rússia. Desde então ampliou as vendas internacionais, chegou à Europa e à China, que se tornou seu principal mercado. Hoje, toda a produção é exportada.
Ele afirmou que a empresa teve nesta viagem ao Brasil encontros “que poderão ser produtivos” nos próximos meses. A estimativa de Ali é exportar, em média, dois contêineres por semana ao mercado brasileiro, em um total de aproximadamente duas mil toneladas por ano.
O Brasil se tornou um mercado em potencial para a companhia, disse o executivo, em razão do conflito na Rússia. “Após o começo da guerra [da Rússia contra a Ucrânia], muitos clientes não conseguiram nos enviar seus pagamentos ou receber nossas encomendas. Então, começamos a participar de feiras e procurar países interessados em nossos produtos. Muitos parceiros me falaram do Brasil, assim como o Conselho do Egito para as Exportações me informou sobre as possibilidades de encomendas do Brasil”, disse, sobre como avaliou que o Brasil poderia ser um destino para seus morangos.


