São Paulo – A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo estreia nesta quinta-feira (15) com uma ampla programação em comemoração aos seus 50 anos. Até o próximo dia 29 serão exibidos 380 títulos de 93 países, sendo 20 produções ou coproduções dos seguintes países árabes: Arábia Saudita, Argélia, Catar, Egito, Iêmen, Jordânia, Líbano, Mauritânia, Palestina, Síria e Somália.
Os filmes árabes integram diversas programações do evento, como a Mostra Brasil, a Perspectiva Internacional, a competição Novos Diretores e a Apresentação Especial. Este é o caso do curta-metragem “Sussuros de um aroma em chamas” (2026), coprodução de Somália, Áustria e Alemanha. Nele, um músico tem, no mesmo dia, dois eventos determinantes para o decorrer de sua vida: uma apresentação musical e uma audiência judicial, que o levam a uma decisão irreversível. É dirigido pelo diretor somali-austríaco Mo Harawe.
Também de 2026 é o longa-metragem “Furies”, uma coprodução entre Brasil e Líbano dirigida pelo libanês Rami Kodeih. Nele, uma jovem mãe decide usar suas economias para ajudar a pagar uma cirurgia para a irmã. Um colapso financeiro, porém, impede a retirada de dinheiro dos bancos, o que as leva a planejar um assalto com consequências que fogem do controle.
Em “Crônicas do cerco” (2026), de Abdallah Alkhatib, um grupo de palestinos cercados em um imóvel luta para sobreviver em meio ao conflito em seu país e executar com grande complexidade as tarefas mais simples da vida cotidiana. O filme é inspirado nas próprias experiências do seu diretor e propõe uma reflexão sobre a experiência palestina de se viver sitiado.
A mostra, é também, oportunidade para quem deseja ver filmes que poderão concorrer ao Oscar de 2027. Entre eles, o argelino Roqia (2025), de Yanis Koussim. Nele, um homem perde a memória após um acidente de carro. Quando retorna para casa, não reconhece mais sua família, se incomoda com pessoas que antes eram suas amigas e não compreende mais a presença de personagens que falam uma língua que ele não conhece em uma trama que busca no terror psicológico a metáfora para a realidade.
Os filmes da mostra serão exibidos em 57 salas de cinema, espaços culturais e Centros Educacionais Unificados (CEUs). Também haverá sessões de conversas e debates com produtores e diretores. Entre eles, Walter Salles, diretor do vencedor de Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025 por “Ainda estou aqui”. A programação completa está disponível neste link.


