Rodrigo Gabsch vai trabalhar por investimentos do Kuwait

Diplomata chegou ao pa√≠s √°rabe no √ļltimo final de semana para ser embaixador do Brasil. Nos seus planos est√£o a√ß√Ķes para diversificar o com√©rcio e incentivar atra√ß√£o de recursos.

Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br

S√£o Paulo ‚Äď O Brasil tem um novo embaixador no Kuwait, o diplomata Rodrigo Gabsch (foto acima), que chegou ao pa√≠s √°rabe no √ļltimo final de semana disposto a ampliar as rela√ß√Ķes de com√©rcio e de investimentos entre as duas na√ß√Ķes. Em entrevista √† reportagem da ANBA, em visita √† sede da C√Ęmara de Com√©rcio √Ārabe Brasileira no final do ano passado, Gabsch falou sobre seus planos na miss√£o.

Gabsch foi recebido na C√Ęmara √Ārabe

Apesar de ocupar pela primeira vez a chefia de uma embaixada, Gabsch assume o trabalho com larga experi√™ncia na lideran√ßa diplom√°tica, tendo j√° exercido os cargos de diretor do Departamento de Am√©rica do Norte e do Departamento de √Āfrica no Minist√©rio das Rela√ß√Ķes Exteriores, entre outras fun√ß√Ķes em Bras√≠lia, na Hungria, no Paraguai e nos Estados Unidos.

‚ÄúEstou muito animado de cooperar como chefe do posto, propor linhas de a√ß√£o, propor iniciativas pol√≠ticas na rela√ß√£o bilateral. Isso √© extraordin√°rio‚ÄĚ, afirmou Gabsch. O diplomata n√£o chegou a trabalhar diretamente com o Kuwait, mas com outros pa√≠ses √°rabes, do Norte da √Āfrica, no Departamento de √Āfrica. ‚ÄúMas n√£o Golfo, ent√£o isso para mim √© uma novidade, estou muito entusiasmado de mergulhar nessa nova regi√£o do mundo‚ÄĚ, afirma.

Nos investimentos, a ideia do diplomata √© apresentar o agroneg√≥cio brasileiro aos investidores kuwaitianos, inclusive a log√≠stica da √°rea. O diplomata v√™ potencial a√≠ j√° que o Kuwait tem necessidade de seguran√ßa alimentar e capacidade de aportar recursos, e o Brasil √© uma pot√™ncia no agroneg√≥cio. Mas ele focar√° em investimentos rec√≠procos. ‚ÄúO Brasil tem interesse em atrair investimentos e h√° tamb√©m o interesse kuwaitiano em atra√ß√£o de investimentos‚ÄĚ, afirma.

No com√©rcio, o embaixador acredita que √© poss√≠vel ampliar as exporta√ß√Ķes brasileiras ao Kuwait, n√£o apenas do agroneg√≥cio. Segundo Gabsch, o pa√≠s √°rabe tem um plano de desenvolvimento que envolve a constru√ß√£o de novas cidades, inclusive inteligentes, e corredores log√≠sticos. O diplomata percebe nisso uma oportunidade de mais com√©rcio de bens e de servi√ßos. ‚ÄúServi√ßos de constru√ß√£o civil e bens e servi√ßos ancilares √† constru√ß√£o civil, isso √© algo que vale a pena, a meu ju√≠zo, explorar‚ÄĚ, afirma.

Diplomata recebe presente de Chohfi

O diplomata chegou ao Kuwait ainda com a expectativa de trabalhar pela construção de laços institucionais mais fortes entre os países, ampliando os tratados bilaterais para cooperação jurídica e técnica, por exemplo. Também quer dar atenção e aprimorar os serviços consulares voltados a brasileiros que vivem no Kuwait, atualmente cerca de 300 pessoas, e avaliar, já estando no país, a disposição local para cooperação cultural e esportiva.

Na visita √† C√Ęmara √Ārabe, Gabsch foi recebido pelo presidente da entidade, Osmar Chohfi, o secret√°rio-geral Tamer Mansour e a diretora de Rela√ß√Ķes Institucionais, Fernanda Baltazar. Ele conversou com o grupo sobre setores e quest√Ķes a serem trabalhadas em sua miss√£o que possam fortalecer as rela√ß√Ķes entre o Kuwait e o Brasil. Tamb√©m conheceu mais de perto o trabalho da C√Ęmara √Ārabe.

Nascido na cidade do Rio de janeiro, Gabsch √© formado em Direito e ingressou no Instituto Rio Branco, a academia pela qual os diplomatas entram no Itamaraty, h√° 30 anos. Entre outros trabalhos da carreira, al√©m de diretor de √Āfrica e Am√©rica do Norte, o diplomata foi ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil em Assun√ß√£o, atuou na chefia do Setor Consular em Nova York e trabalhou no Senado Federal, em Bras√≠lia.

Isaura Daniel/ANBA
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