São Paulo – O guerreiro Radamés é chamado para chefiar as tropas que vão combater a invasão da Etiópia ao seu país, o Egito. Mas o coração do guerreiro é da etíope Aída, escrava do faraó e filha de Amonasro, que vai liderar os soldados da Etiópia. Amneris, filha do faraó, também ama Radamés. O conflito e o triângulo amoroso compõem o enredo de Aída, ópera de Giuseppe Verdi, do século 19, que será apresentada no Theatro Municipal de São Paulo, na capital paulista, de 09 a 25 de agosto.
O diretor cênico do espetáculo é o italiano Marco Gandini. A ópera reunirá a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, sob a regência do maestro John Nechling, o Balé da Cidade de São Paulo e o Coral Lírico, envolvendo 276 profissionais entre músicos, bailarinos e atores. Ainda na liderança da ópera estarão os também europeus Italo Grassi, no cenário, Simona Morresi, no figurino, Virginio Levrio, no desenho de luz, e Marco Barriel, na coreografia.
Aída será interpretada pela soprano italiana Maria Billeri. Como Amneris estarão a mezzo-soprano finlandesa Tuija Knihtilã e a italiana Laura Brioli. Radamés é vivido pelos tenores norte-americanos Gregory Kunde e Stuart Neill. Amonasro é interpretado pelo britânico Anthony Michaels-Moore e o brasileiro Rodrigo Esteves. Há ainda a participação dos brasileiros Luiz-Ottavio Faria, Carlos Eduardo Marcos e Lukas D’Oro.
Aída foi apresentada pela primeira vez no Egito, em 1871. No ano seguinte foi montada na Itália, onde foi efusivamente aplaudida. A obra foi feita por Verdi sob encomenda e mediante pagamento de 150 mil francos de ouro. O italiano acreditava que o texto base tinha como autor o então vice-rei do Egito, o que não era verdade. Quem escreveu o libreto foi Du Locle, em francês, supervisionado por Giuseppe Verdi. O libretista italiano Antonio Ghislanzoni fez a tradução e finalizou a obra.
A Orquestra Sinfônica Municipal, que foi fundada em 1939, já se apresentou sob regência de maestros internacionais renomados como Mistislav Rostropovich e Ernest Bour. O Balé da Cidade de São Paulo é de 1968 e nasceu com o propósito de acompanhar óperas no Theatro Municipal de São Paulo. Atualmente, porém, tem o perfil de dança contemporânea sob a direção artística de Iracity Cardoso. O Coral Lírico é de 1939 e recebeu diversos prêmios ao longo de sua trajetória, além de ter tido maestros como Heitor Villa-Lobos.
O Theatro Municipal tem 1.500 lugares e a sugestão de faixa-etária, para ver a ópera Aída, é a partir de 10 anos. A duração do espetáculo é de 210 minutos. A apresentação abre a temporada lírica do local em 2013.
Serviço:
Ópera Aída – de Giuseppe Verdi
Em agosto – Dias 09 sexta (20h), 11 domingo (18h), 13 terça (20h), 15 quinta (20h), 17 sábado (20h), 18 domingo (18h), 20 terça (20h), 22 quinta (20h), 24 sábado (20h), 25 domingo (18h)
Theatro Municipal de São Paulo, Praça Ramos de Azevedo s/n – São Paulo – SP
Bilheteria: +55 (11) 3397-0327 ou www.ingressorapido.com.br
Ingressos: R$ 40 a R$ 100 – meia entrada para estudantes


