Beirute – A Tissot, fabricante brasileira de móveis de alto padrão, deve receber um pedido de uma companhia libanesa dentro de duas semanas. A indústria, que tem sede na cidade gaúcha de Gramado, participa da missão brasileira ao Oriente Médio e teve um bom desempenho na rodada de negócios que ocorreu nesta sexta-feira (16), em Beirute. O grupo passou por Teerã, no Irã, pelo Cairo, no Egito, e conclui as atividades hoje pelo Líbano.
De acordo com o gerente de Negócios Internacionais da Tissot, Marcel Moschem, o pedido deverá incluir peças para sala de estar, sala de jantar e dormitório, os três segmentos com os quais a empresa trabalha. Os móveis são voltados ao público A. Outra empresa de Beirute, que tem loja assinada pelo grupo norueguês BO Design, ficou interessada nas peças da marca Tissot. A empresa brasileira investe bastante em design e trabalha em parceria com 37 designers, do Brasil e do exterior, de acordo com Moschem.
Além dos contatos de negócios, a empresa conseguiu, em Beirute, um representante para os seus móveis em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O representante já trabalha para duas marcas brasileiras da área de móveis, a Doimo e a Sacaro, e agora passará também a vender as peças da Tissot na região. “Ele já está neste ramo”, explica Moschem. A Tissot tem uma unidade fabril e emprega ao redor de 170 funcionários.
A Tissot e a maioria das empresas participantes da delegação ficaram satisfeitas com os contatos e negócios feitos nos três países. A reação de cada mercado foi diferente para cada uma, de acordo com o segmento em que se encontra. A Brastex, por exemplo, que produz panos de limpeza com a marca “Algo Bom”, fez contatos promissores no Egito. A gerente comercial da empresa, Bianca Linck, conversou com distribuidores, que solicitaram preços e amostras, o que, segundo ela, é um forte sinal de interesse pelo produto.
Os panos de limpeza da Brastex são feitos com 85% de algodão e têm apelo ecológico. Eles são feitos com retalhos de indústrias têxteis e levam a cor original, já que não há uso de químicos e, portanto, de tintura. A produção é levada adiante por 150 pessoas, das quais 70 são mulheres presidiárias. A indústria fica na cidade de Paulista, no estado de Pernambuco. Bianca ficou satisfeita com a missão. “Foi muito válido. Nos países para os quais fomos seria difícil negociar sozinha. Esse apoio do governo abre portas, dá total segurança para negociar”, disse.
*A jornalista viajou a convite do MDIC

