São Paulo – Chefe responsável pela Falcon Trading, de Omã, Najeem Salim Rawther está no Brasil nesta semana para explorar o setor de frutas e buscar parceiros. Sua empresa leva ao país do Golfo cerca de 600 itens do mundo todo para os varejistas locais. Rawther integra uma delegação de 17 empresas de 16 de países organizada pelo projeto Exporta Mais Brasil, levado adiante pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) com instituições parceiras.
A delegação é formada por empresas da África do Sul, Antigua e Barbuda, China, Eslováquia, Estados Unidos, Honduras, Índia, Israel, Itália, México, Países Baixos, Reino Unido, Romênia, Rússia e Cingapura e tem uma agenda extensa de visitas no decorrer da semana. Eles já estiveram em fazendas no interior de São Paulo e, a partir desta terça-feira (24), participam de rodadas de negócios na feira Fruit Attraction, em São Paulo.
Najeem contou à ANBA nesta terça-feira que já esteve no Brasil em duas ocasiões, em 2016 e em 2018. Está de volta ao País oito anos depois de sua última passagem em busca de parceiros comerciais e porque a concorrência no setor está crescendo.
“Definitivamente, estamos explorando mais opções. Essa é a primeira coisa a se fazer para manter o preço sob controle, e como a concorrência está aumentando tremendamente, precisamos buscar rotas de importação e parceiros de fornecimento mais vantajosos em termos de custo”, disse.
Ele explicou que, para fazer negócios com o Brasil precisa ter duas demandas atendidas: Omã, disse, não compra produtos em volumes tão elevados como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Por isso, é preciso que um contêiner, por exemplo, seja preenchido com um “mix” de produtos. Em suas visitas anteriores, ele não conseguiu encontrar um fornecedor que atenda a esta demanda. Pode ser que a partir desta visita isso mude, pois se reuniu com uma empresa que pode cumprir tal exigência. Outro desafio, explica, está na logística aérea, pois não há voos de carga diretos entre o Brasil e Omã.
Geralmente, produtos brasileiros que chegam a Omã são embarcados no mix que ele deseja na Holanda ou nos Emirados. A compra de produtos brasileiros acaba por ser indireta. “O importante é ter um bom produto dentro de uma certa faixa de preço, não importa de qual país seja. Em Omã, as pessoas não se importam com o país de origem do produto. Elas se preocupam mais com o preço e com a boa qualidade”, disse.
Sua empresa está disposta a fazer negócio com o Brasil, desde que encontre um parceiro que consiga atender a estas demandas. Preço é importante, mas, neste estágio das conversas, ainda não está sendo discutido. O executivo também se mostrou surpreso com a importância que as empresas brasileiras dão à sustentabilidade.
“E a questão ambiental é brilhante, brilhante mesmo, e acho que nunca vi isso tão profundamente em todas as empresas. Todos que encontro aqui falam sobre sustentabilidade, o que é maravilhoso. O que, na verdade, acho que é um grande ponto positivo para o Brasil como país”, disse.


