Alexandre Rocha
São Paulo – A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos do Brasil (Apex) anunciou hoje (05) a assinatura de 26 acordos para a realização de projetos de promoção comercial com entidades setoriais. Destes, sete são novos e os demais são renovações de convênios já existentes. "A exportação é consolidação. O consumidor tem que ter garantia que terá o produto, qualquer recuo representa perda de espaço", disse o presidente da agência, Juan Quirós, durante almoço em São Paulo.
Segundo ele, os projetos assinados, que vão receber R$ 191,8 milhões em investimentos, irão garantir ações de promoção comercial até 2008 para os setores contemplados, que representam 80% do trabalho da Apex. Isso, e o plano estratégico lançado recentemente que prevê ações até 2010, garante, segundo Quirós, a continuidade do trabalho da agência nos moldes atuais independentemente de uma eventual troca de direção.
"O empresário só investe se souber que as coisas não vão mudar no meio do caminho", disse Quirós. Nos projetos da Apex, que é um órgão estatal, o setor privado arca tradicionalmente com 50% do valor dos investimentos. "Essas medidas mostram que as exportações vão continuar a ser uma prioridade", disse ele, referindo-se ao segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em sua avaliação, as exportações brasileiras devem crescer entre 8% e 12% no próximo ano, mesmo que o câmbio continue nos patamares atuais. O real teve forte valorização frente ao dólar em 2006, o que em tese torna os produtos brasileiros mais caros no exterior.
Setores
Os sete novos projetos foram firmados com os setores de artes visuais, de turismo e imóveis do Nordeste, artesanato do Ceará, eletro-eletrônico de Minas Gerais, produtos étnicos e autopeças.
Houve renovação dos acordos com os segmentos de alimentos e derivados para animais, sisal, frutas, carne de frango, biscoitos, têxtil e confecção, produtos de higiene pessoal e cosméticos, propaganda e publicidade, instrumentos musicais, equipamentos médico-hospitalares, moldes para termo-plásticos/termo-fixo e metais não ferrosos, rochas ornamentais, revestimentos cerâmicos, gesso, componentes para móveis, vidros, objetos de decoração e presentes, artesanato paranaense e madeiras industrializadas.

