Após dois meses de queda, saldo comercial volta a subir

Brasil registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em maio, resultado de exportações de US$ 21,4 bilhões e importações de US$ 15 bilhões.

Agência Brasil
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Brasília – Depois de dois meses de queda, o superávit da balança comercial brasileira voltou a subir em maio. No mês passado, o saldo ficou positivo em US$ 6,422 bilhões, alta de 5,8% em relação ao resultado de US$ 6,073 bilhões de maio de 2018. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (03) pela Secretaria de Comércio exterior do governo federal.

Este foi o terceiro maio resultado da série histórica para o mês, só perdendo para maio de 2017 (US$ 7,661 bilhões) e de 2016 (US$ 6,43 bilhões). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 22,806 bilhões, valor 5,9% inferior ao do mesmo período de 2018.

No mês passado, as exportações somaram US$ 21,394 bilhões, com alta de 5,6% em relação a maio de 2018 pelo critério da média diária. As vendas de manufaturados cresceram 29,5% na mesma comparação, com destaque para gasolina, óleos combustíveis, laminados planos de ferro e aço, e partes de motores e turbinas para aviação.

As exportações de semimanufaturados subiram 15,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, com destaque para ferro fundido, semimanufaturados de ferro ou aço e óleo de soja bruto. Apesar do início da safra, as vendas de produtos básicos caíram 3,9%, puxadas pelo recuo nas exportações de minério de cobre, soja em grão e farelo de soja.

As importações somaram US$ 14,972 bilhões, com alta de 7,8% em relação a maio do ano passado pelo critério da média diária. As compras de combustíveis e de lubrificantes aumentaram 27,5%, influenciadas pela valorização do petróleo no mercado internacional durante boa parte do mês.

As importações de bens de capital subiram 16,4%. As compras de bens intermediários aumentaram 6,4%. Apenas a importação de bens de consumo caiu, com recuo de 6,5% na mesma comparação, decorrente principalmente da alta do dólar no último mês.

Banco Mundial/Divulgação

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