Brasília – A balança comercial brasileira fechou setembro com superávit de US$ 7,74 bilhões, mais que o dobro do saldo no mesmo mês de 2025, que foi de US$ 3,14 bilhões. Os dados foram divulgados na terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, explicou o que motivou essa alta. “Esse crescimento de 12,9% foi motivado por um crescimento de volume exportado de 2,3% mas sobretudo de preço de 9,9%. É um fenômeno que temos observado nos últimos meses, essa aceleração dos preços dos bens exportados e importados”, disse.
O destaque nas exportações foi o aumento de 77% nas vendas de petróleo bruto, que somaram US$ 2,8 bilhões em 12 meses. Em contrapartida, as importações recuaram 2,4%, para US$ 26,7 bilhões. A queda aconteceu porque, em setembro da ano passado, o País havia feito a compra de uma plataforma de petróleo de mais de US$ 2 bilhões, o que elevou muito o valor daquele mês.
Europa, China e EUA
A União Europeia aumentou suas compras em 60%, sobretudo em petróleo. Já a China, maior parceira comercial do Brasil, comprou 7,6% a menos, por causa da redução nas exportações de carne bovina. O limite que o Brasil podia vender com tarifa reduzida foi atingido e o excedente paga 55% de taxa extra. Os embarques do produto despencaram mais de 93%.
As vendas aos Estados Unidos cresceram quase 32%, mesmo com o tarifaço. A carne bovina, que entra no mercado americano sem tarifa, foi o produto que mais avançou. “A exportação de carne bovina para os Estados Unidos cresceu 524% nesse mês agora de setembro, em relação a setembro do ano passado, ela passou de US$ 42 milhões para US$ 263,5 milhões”, disse Brandão.
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