Importações, porém, estão em queda, especialmente em razão de retrações nas compras de fertilizantes nitrogenados e petróleo refinado.
petróleo
Segundo Unctad, 61 países importadores líquidos de energia e de cereais são severamente afetados por interrupções da navegação no Estreito de Ormuz, que ocorrem no contexto da guerra no Oriente Médio.
Preços da commodity saltaram nesta segunda-feira (14), com o conflito no Oriente Médio impactando canais de transporte e distribuição.
Mesmo em meio à volatilidade de preços de insumos para a agricultura, Brasil é visto como garantia no fornecimento de alimentos.
No primeiro semestre do ano, país produziu 14,8 milhões de barris de petróleo, número ainda pequeno em comparação ao período anterior ao conflito de 2011. Há parcerias com empresas estrangeiras para recuperar infraestrutura.
De acordo com o Ministério do Petróleo e Recursos Minerais, 14 áreas serão abertas para exploração e divididas em duas concorrências, uma com data de encerramento em novembro e outra, em dezembro.
Previsão é de expansão mesmo em meio a conflito no Oriente Médio. Receitas com exportação de petróleo foram sustentadas pela alta dos preços.
Petrobras informou produção recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia em petróleo e gás no segundo trimestre deste ano. Com conflito no Oriente Médio, empresa aumentou uso das refinarias para ampliar oferta de derivados no mercado nacional.
Em avaliação divulgada nesta quinta-feira (23), Fundo Monetário Internacional afirma que economia do Brasil demonstra notável resiliência, apesar do cenário externo desafiador, e deve avançar 2,4% neste ano.
Com a passagem de navios petroleiros no Estreito de Ormuz e Mar Vermelho ameaçada em função do conflito de Estados Unidos e Israel com o Irã, o barril da commodity disparou nesta quinta-feira (23).
Memorandos de entendimento foram assinados para levar adiante projeto de oleoduto de Haditha, no Iraque, até Banias, na Síria, na costa mediterrânea, uma alternativa de rota para o abastecimento internacional de petróleo. Conclusão deve ocorrer em dois anos e meio.
Cotações registraram alta de 5% em razão dos novos ataques no Estreito de Ormuz e ameaças sobre cobrança de taxas sobre mercadorias.
Fundo Monetário Internacional avalia que país tem feito esforços para buscar receitas em outros setores da economia, mas ainda depende das receitas do petróleo.
O Ministério do Petróleo do Iraque informou planos de restaurar a produção e a exportação aos níveis anteriores à guerra, priorizando embarques pelos portos do sul do país.

