São Paulo – Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que irão sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a partir de 1 de maio. De acordo com informações publicadas pela agência de notícias estatal WAM, a decisão reflete a visão estratégica e econômica de longo prazo do país do Golfo e também amplia sua flexibilidade para “responder à dinâmica do mercado”.
Na nota da WAM, os Emirados avaliam que, apesar do conflito atual no Oriente Médio ter provocado volatilidade e interrupções de abastecimento, há, no médio e no longo prazos, uma tendência de aumento na demanda global de energia. O país tem sido um dos prejudicados pelo conflito de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Além de sofrer ataques retaliatórios do país persa, os Emirados, assim como seus vizinhos do Golfo, não consegue escoar a produção que passa pelo Estreito de Ormuz.
Os preços da commodity subiram nesta terça-feira. No início da tarde, o barril do tipo Brent, referência global, era cotado a US$ 111,24 em alta de 2,8%. O WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,6%, para US$ 99,89. Dados da Opep indicam que os Emirados são donos de umas das maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em 113 bilhões de barris. Em seu comunicado, os Emirados afirmam que integram a Opep desde 1967, ainda como Emirado de Abu Dhabi, e mantiveram sua presença no órgão quando, em 1971, se tornaram Emirados Árabes Unidos. A organização é formada por, entre outros, Arábia Saudita, Argélia, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela.
“Os Emirados Árabes Unidos são um produtor confiável de alguns dos barris de petróleo mais competitivos em termos de custo e com menor emissão de carbono do mundo, o que desempenhará um papel importante no apoio ao crescimento global e à redução das emissões. Após a sua saída, os Emirados Árabes Unidos continuarão a agir de forma responsável, levando a produção adicional ao mercado de maneira gradual e ponderada, em consonância com a procura e as condições de mercado”, informa a nota da WAM.
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