São Paulo – O Banco Mundial revisou para baixo a estimativa de crescimento da região do Oriente Médio e Norte da África para este ano. De acordo com o relatório “Perspectivas para a economia global”, divulgado na quinta-feira (11), a região deverá avançar 1,6% neste ano. Em 2025, o crescimento médio foi de 4%. O Irã, país que não é árabe e se envolveu no conflito com Estados Unidos e Israel, foi excluído dos cálculos em razão da elevada incerteza em relação à sua economia. Em janeiro, antes do início dos ataques, a previsão de expansão da economia da região era de 3,6%.
“Considerando que as perturbações decorrentes do conflito diminuam até o final deste ano, o crescimento da região deverá se recuperar para uma média de 4,5% em 2027 e 2028. No entanto, as perspectivas estão sujeitas a significantes incertezas”, afirma o documento.
O petróleo deverá influenciar diretamente o desempenho econômico de países exportadores e importadores da região, avalia o Banco Mundial. Para os exportadores, a previsão é de crescimento médio de 0,3% em decorrência da queda de produção, assim como interrupções no comércio destes países e redução na atividade turística. Os preços do petróleo deverão continuar elevados, o que ajudaria os exportadores, porém os ganhos de receita poderão ser afetados por aumento dos gastos em muitas economias, especialmente com o setor de defesa.
Os efeitos serão sentidos de formas diferentes por cada país, porém Kuwait, Iraque e Catar deverão sofrer uma pressão fiscal maior justamente em razão de declínios nas receitas com petróleo e derivados, avalia o Banco Mundial. Para os países importadores há a expectativa de crescimento menor porque deverão ser afetados por custos mais altos com energia, interrupções nas trocas comerciais e queda no fluxo de turistas.
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