São Paulo – A processadora de proteína animal brasileira MBRF afirmou em sua divulgação de resultados do segundo trimestre do ano, publicada na noite de quinta-feira (13), que a presença no Golfo ajudou a companhia a mitigar os desafios operacionais. A região está sob conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã desde 28 de fevereiro.
A MBRF reportou, por meio da Sadia Halal, aumento de custos em dólares, mas também aumento da rentabilidade. O Ebitda (sigla em inglês para ganhos antes de pagamentos de juros, taxas, depreciações e amortizações) foi de US$ 95 milhões, com margem operacional de 16,1%, a maior desde o primeiro trimestre de 2025. O faturamento entre abril e junho deste ano foi de US$ 590 milhões, acima dos US$ 506 milhões do mesmo período de 2025 e abaixo dos US$ 596 milhões do primeiro trimestre deste ano.
Sadia Halal é a empresa da MBRF que opera na região, em uma parceria com o PIF, fundo soberano da Arábia Saudita. Foi oficialmente criada no começo deste ano e reúne três unidades fabris, além de centros de distribuição no Golfo. O Oriente Médio foi o destino de 7% das exportações da MBRF, mesmo patamar do segundo trimestre do ano passado, e terceiro principal mercado consumidor, atrás de Estados Unidos e Brasil.
A empresa informou também que, devido ao conflito no Oriente Médio, houve aumento no preço da proteína na região. Tal medida ajudou a reduzir os impactos provocados pelo aumento do custo logístico.
Os dados consolidados da MBRF apresentaram receita líquida de R$ 40,7 bilhões, 4,9% maior do que a do segundo trimestre de 2025 e lucro líquido de R$ 69 milhões, em retração de 19,5%. O CEO da MBRF, Miguel Gularte, afirmou no comunicado que a empresa demonstrou capacidade de geração de resultados mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador, valorização cambial e juros elevados.


